Operação no Oeste apura fraude tributária e Justiça bloqueia até R$ 8,9 milhões

Por Ricardo Orso, São Miguel do Oeste

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Operação no Oeste apura fraude tributária e Justiça bloqueia até R$ 8,9 milhões

Uma operação do Ministério Público de Santa Catarina cumpriu, na manhã desta quarta-feira, 2, mandados de busca e apreensão em diversos municípios do Oeste de Santa Catarina durante uma investigação sobre supostos crimes contra a ordem tributária e lavagem de dinheiro.

A Operação “Mercado Oculto” é realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), em apoio à 6ª Promotoria de Justiça de Chapecó.

Entre os municípios da região onde são cumpridas medidas estão Abelardo Luz, Caibi, Campo Erê, Chapecó, Cunha Porã, Faxinal dos Guedes, Irani, Maravilha, Mondaí, Palmitos, Pinhalzinho, Ponte Serrada, São Carlos, São Domingos, Saudades, Seara, Xanxerê e Xaxim.

Ao todo, a operação cumpre 31 mandados de busca e apreensão em Santa Catarina e no Paraná. Empresários, empresas de uma rede de lojas e o contador do grupo estão entre os alvos desta fase da investigação.

Segundo o Ministério Público de Santa Catarina, as investigações indicam que empresas formalmente independentes estariam ligadas a uma mesma estrutura empresarial e familiar, com atuação coordenada.

A suspeita é de que a divisão das atividades entre diferentes pessoas e empresas tenha sido utilizada para ocultar a existência de um grupo econômico, possibilitar a supressão de tributos e, eventualmente, a lavagem de dinheiro.

As equipes buscam documentos, equipamentos eletrônicos e registros contábeis, fiscais e financeiros que possam auxiliar no avanço das investigações.

A Justiça também determinou o sequestro de bens móveis, imóveis e ativos financeiros dos investigados até o limite de R$ 8,9 milhões. O valor corresponde ao prejuízo tributário estimado durante a investigação.

Também foram requisitadas informações a imobiliárias, construtoras e empresas do setor de veículos sobre negócios realizados por pessoas relacionadas ao caso. O objetivo é esclarecer operações patrimoniais que, segundo a investigação, podem ter sido utilizadas para ocultar bens e valores.

Os materiais apreendidos considerados relevantes serão encaminhados à Polícia Científica para perícia e posteriormente analisados pelo GAECO.

A Operação “Mercado Oculto” recebeu esse nome em referência à suspeita de que estabelecimentos apresentados formalmente como independentes fariam parte, em tese, de uma mesma estrutura econômica.

O processo tramita em sigilo. Novas informações poderão ser divulgadas pelo Ministério Público após a publicidade dos autos.

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