Foi deflagrada na manhã desta quinta-feira, 15, a Operação Blind Eye, que tem como objetivo desarticular uma rede de “laranjas conscientes” envolvida em uma sofisticada fraude financeira cibernética. O esquema desviou mais de R$ 330 mil de uma instituição de ensino superior em Santa Catarina.
Durante a operação, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nos Estados de Goiás e do Rio Grande do Sul, tendo como alvo seis pessoas apontadas como peças centrais na recepção e pulverização dos valores desviados.
Além das buscas, a Vara Regional de Garantias da Comarca de Chapecó autorizou a quebra dos sigilos bancário e telemático dos investigados, medida que permitiu o rastreamento detalhado da rede de contas utilizada para dispersar o dinheiro, prática comum em esquemas de lavagem de dinheiro.
A operação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e a investigação é conduzida pelo CyberGAECO em conjunto com a 1ª Delegacia de Polícia Civil de Chapecó.
Fraude envolveu malware bancário e transferências rápidas
De acordo com a apuração policial, o crime foi executado com o uso de malwares bancários de alto nível, que permitiram aos criminosos capturar as credenciais de acesso de uma funcionária da instituição de ensino. Em uma ação rápida e coordenada, foram realizadas transferências via Pix, TED e pagamentos de boletos, totalizando um prejuízo de R$ 339.930.
Para dificultar a identificação dos responsáveis, os autores utilizaram infraestrutura internacional, incluindo VPNs com servidores localizados na Holanda. Apesar disso, a análise técnica conseguiu mapear o caminho de cada valor transferido, identificando contas bancárias criadas especificamente para receber os recursos ilícitos.
Investigação mira “laranjas conscientes”
O foco desta fase da operação é a responsabilização dos titulares das contas utilizadas no esquema. Segundo a investigação, não se trata de vítimas de uso indevido de dados, mas de pessoas que cederam voluntariamente suas informações bancárias, mediante vantagens financeiras, para viabilizar a fraude.
Esses indivíduos são apontados como participantes ativos do esquema, atuando como facilitadores essenciais para o desvio de valores e a lavagem de dinheiro.
Apoio interestadual e continuidade das investigações
A deflagração da Operação Blind Eye contou com o apoio do GAECO do Ministério Público de Goiás, além da atuação operacional das Polícias Civis do Rio Grande do Sul e de Goiás.
Os materiais apreendidos foram encaminhados à Polícia Científica, que ficará responsável pela análise pericial. Os laudos subsidiarão o avanço das investigações, que buscam identificar outros envolvidos e dimensionar a extensão da organização criminosa.
Origem do nome da operação
O nome “Blind Eye” (Olho Cego) faz referência à Teoria da Cegueira Deliberada, que descreve a conduta de pessoas que, mesmo diante de sinais evidentes de ilegalidade, optam por ignorar a origem ilícita do dinheiro em troca de lucro fácil.
As investigações seguem sob sigilo, e novas informações poderão ser divulgadas após a publicidade dos autos.
Fonte: Portal Peperi
Postos de combustíveis de Itapiranga registram falta de óleo diesel comum
ACEPRO promove brechó solidário neste sábado em São José do Cedro
CASAN orienta moradores sobre limpeza de fossas em Descanso
Vereadores pedem reforço na iluminação do trevo da BR-282 com a SC-163
Bolsonaro está em UTI com broncopneumonia bacteriana, diz boletim
STF forma maioria para manter prisão de Vorcaro
Corpo de homem seminu é encontrado em frente à residência, em Iporã do Oeste
Cine Peperi faz promoção especial para o filme “Pânico 7” em São Miguel do Oeste
Fux acompanha Mendonça e STF tem dois votos para manter Vorcaro preso