Quatro agências dos Correios foram fechadas no Oeste de Santa Catarina entre janeiro e maio de 2026. As unidades encerraram as atividades nos municípios de Águas de Chapecó, Presidente Castello Branco, Rio das Antas e Xavantina, como parte do Plano de Reestruturação da estatal, que busca reduzir custos e enfrentar a maior crise financeira da história da empresa.
A informação foi confirmada pelos Correios à reportagem do NSC Total. Segundo a estatal, os fechamentos seguem critérios técnicos e fazem parte de uma estratégia nacional para otimizar a rede de atendimento e garantir a continuidade dos serviços postais.
De acordo com a empresa, novas desativações não estão descartadas.
“O fechamento de outras unidades depende de avaliações técnicas e firmamento de parcerias para otimizar a rede de atendimento em todo o país. Ainda não temos como prever um número específico em Santa Catarina”, informou a assessoria dos Correios.
O movimento também ocorre em outros estados. No Rio Grande do Sul, por exemplo, ao menos 11 agências foram fechadas entre abril e maio dentro do mesmo plano de recuperação financeira.
Atendimento será mantido por meio de parcerias
Para reduzir despesas sem interromper os serviços, os Correios têm ampliado modelos alternativos de atendimento. Entre eles estão os Pontos de Coleta, instalados em estabelecimentos comerciais credenciados, e o programa Correios Essencial, desenvolvido em parceria com prefeituras.
Os pontos de coleta funcionam como locais para envio e retirada de encomendas nacionais. Em Santa Catarina, já existem unidades desse tipo em cidades como Águas de Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Joinville, Lages, Palhoça, São José e Tubarão.
Já o programa Correios Essencial permite o compartilhamento de estruturas municipais para garantir a presença dos serviços postais em cidades menores. No Estado, são 12 unidades em funcionamento, incluindo três municípios do Oeste que tiveram agências físicas fechadas neste ano: Xavantina, Presidente Castello Branco e Rio das Antas.
Prejuízo histórico pressiona estatal
A reestruturação ocorre após os Correios registrarem um prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025, o maior já contabilizado pela empresa.
Entre os fatores apontados para o resultado estão o avanço da concorrência no setor logístico, a queda no volume de encomendas internacionais após mudanças na tributação de compras do exterior e o aumento dos custos operacionais.
Para enfrentar a crise, a estatal anunciou medidas como programas de desligamento voluntário, fechamento de unidades deficitárias, venda de imóveis, redução de despesas administrativas e contratação de empréstimos para reforçar o caixa.
Fonte: NSC Total
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