A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 7, a Operação Deadcoin para desmantelar uma organização criminosa suspeita de realizar fraudes e lavar dinheiro obtido em um esquema de estelionato que lesou milhares de pessoas no Oeste de Santa Catarina. Foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão em cidades de SC e RS, incluindo Jaraguá do Sul, Chapecó, São Miguel do Oeste, Joinville, Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Três Coroas, Portão e Sapiranga.
Segundo a PF, o grupo criminoso oferecia "investimentos" com promessas de altos rendimentos, conquistando a confiança das vítimas ao pagar inicialmente uma parcela dos lucros prometidos. No entanto, quando as vítimas realizavam novos depósitos, maiores, não recebiam mais retorno e ficavam sem acesso ao dinheiro bloqueado, sem qualquer justificativa.
Além das fraudes, a organização teria usado engenharias financeiras complexas para enviar recursos a paraísos fiscais, lavar dinheiro e adquirir bens de luxo no exterior, incluindo imóveis e automóveis.
No total, dois mandados de prisão preventiva foram expedidos no RS e a Interpol foi acionada para localizar investigados foragidos. Também foram retidos dois passaportes de alvos em São Miguel do Oeste e Caxias do Sul, e uma pessoa foi encaminhada ao uso de tornozeleira eletrônica em Caxias do Sul. Os envolvidos podem responder por crimes que incluem estelionato, lavagem de dinheiro, crimes contra o sistema financeiro e evasão de divisas, com penas que podem ultrapassar 30 anos.
As investigações indicam que o grupo lesou mais de 10 mil vítimas em todo o Brasil e causou um prejuízo estimado em 250 milhões de reais. Cerca de 100 policiais federais cumprem 28 mandados de busca e apreensão em cidades dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. São, ao todo, 58 investigados entre pessoas físicas e jurídicas.
Segundo o delegado da Polícia Federal, Bruno Yuan Santos, o esquema criminoso operava por meio de investimentos falsos, prometendo altos rendimentos para atrair investidores.
Primeiro, os clientes recebiam uma parcela do suposto lucro, o que gerava confiança e incentivava novos aportes. No entanto, com o aumento dos valores depositados, as vítimas deixavam de receber os retornos e não conseguiam mais reaver o montante investido, que era bloqueado sem justificativa.
Esquema de fraude mantinha estrutura sofisticada
A PF descobriu que a organização mantinha uma estrutura sofisticada para ocultar os lucros ilícitos, com práticas de evasão de divisas para paraísos fiscais e aquisição de bens de alto valor, como automóveis e imóveis de luxo, inclusive no exterior.
Conforme o delegado, entre os alvos, foram localizados milhões em criptomoedas, diversos veículos de luxo e dezenas de imóveis sequestrados.
Fonte: Portal Peperi
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