Nova regra do Minha Casa, Minha Vida começa a valer e vai beneficiar milhares de brasileiros

Por Ricardo Orso, São Miguel do Oeste

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Nova regra do Minha Casa, Minha Vida começa a valer e vai beneficiar milhares de brasileiros
Foto: Ricardo Stuckert, PR

Comprar a casa própria pode ter ficado mais fácil para milhares de brasileiros. A Caixa Econonômica Federal começa a operar, a partir desta quarta-feira, 22, as novas regras do programa Minha Casa, Minha Vida, que ampliam o acesso ao financiamento.

As mudanças atualizam os limites de renda, os valores máximos dos imóveis financiáveis e as condições de juros. Segundo o governo federal, ao menos 87,5 mil famílias devem ser beneficiadas com financiamentos mais baratos.

Quem pode se beneficiar das novas regras

Com as novas condições, o Minha Casa, Minha Vida passa a atender famílias com renda mensal de até R$ 13 mil, incluindo de forma mais ampla a classe média. Na prática, as novas regras ampliam o acesso ao programa e reduzem taxas de juros para famílias que estavam próximas dos limites de renda.

Também houve aumento dos tetos dos imóveis financiáveis, que agora podem chegar a R$ 400 mil na Faixa 3 e a R$ 600 mil na Classe Média, enquanto as Faixas 1 e 2 seguem com limites regionais definidos de até 275 mil de acordo com o porte de cada municípios.

Veja o que muda com a nova regra do Minha Casa, Minha Vida

Faixa 1

- Renda familiar mensal: sobe de até R$ 2.850 para até R$ 3.200

- Valor máximo do imóvel: mantém o teto de R$ 275 mil

Faixa 2

- Renda familiar mensal: passa de até R$ 4.700 para até R$ 5.000

- Valor máximo do imóvel: permanece em R$ 275 mil, conforme critérios regionais

Faixa 3

- Renda familiar mensal: sobe de até R$ 8.600 para até R$ 9.600

- Valor máximo do imóvel: aumenta de R$ 350 mil para R$ 400 mil

Faixa 4

- Renda familiar mensal: sobe de até R$ 12 mil para até R$ 13 mil

- Valor máximo do imóvel: passa de R$ 500 mil para R$ 600 mil

Juros menores podem reduzir o custo do financiamento

Os juros cobrados nos financiamentos dentro do programa aumentam gradualmente conforme a faixa de renda. Dessa forma, a ampliação dos limites beneficia diretamente famílias que estavam próximas das faixas de corte e que passam a ter acesso a juros menores.

Uma família com renda em torno de R$3 mil, por exemplo, que anteriormente estava enquadrada na Faixa2, passa a acessar as condições da Faixa1, beneficiando-se da redução da taxa mínima de juros.

Essa redução representa uma diminuição de pelo menos 0,25 ponto percentual, com impacto na redução do custo total do financiamento ao longo do contrato.

Fonte: NSC Total

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