Uma nova lei sancionada pelo governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), passou a reconhecer “o risco da atividade e a efetiva necessidade do porte de armas de fogo ao atirador desportivo”. A legislação é vista como inconstitucional por entidades ouvidas pelo NSC Total, pois o Supremo Tribunal Federal (STF) já declarou a ilegalidade da mesma norma aprovada em outros estados.
A Lei nº 19.781, sancionada em 1º de abril de 2026, havia sido proposta pelo deputado Jessé Lopes (PL) em 2022 e foi aprovada no plenário da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) no dia 11 de março deste ano. Ela contempla parte dos chamados Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs).
A norma reconhece o risco da atividade de atiradores desportivos e pressupõe a efetiva necessidade para o porte de armas, requisito que, pela legislação federal, deve ser analisado caso a caso, e não de forma genérica por categoria. Na prática, a legislação daria mais respaldo aos novos pedidos de porte de arma por parte dos atiradores, facilitando o deferimento, segundo a OAB-SC e o Instituto Sou da Paz.
Diferentemente da posse, quando é permitido ter a arma dentro de casa ou local de trabalho, o porte autoriza a circulação em via pública.
Em nota, o governo de Santa Catarina disse que a norma “apenas deu maior segurança jurídica ao atirador desportivo, reconhecendo uma realidade já prevista na legislação federal”. O Estado informou também que “regulamentação será conduzida com responsabilidade, observando os limites legais”.
Por que lei quer reconhecer atiradores desportivos como atividade de risco?
Na justificativa do projeto, o deputado argumentou que a extensão do porte de arma está relacionado ao fato de os “atiradores desportivos não terem meio de defesa, no caso de serem atacados, e tantos outros deslocamentos que se fazem necessário sem sua atividade, quando transportam bens de valores, e de grande interesse para criminosos – armas e munições”.
Outro argumento no projeto é a garantia jurídica no deslocamento de atiradores com armas de fogo entre clubes de tiros e a sua residência. Sem a legalidade, os atletas poderiam ser enquadrados por porte ilegal de arma de fogo por levarem o armamento de um lugar para outro.
STF já derrubou leis semelhantes em outros estados
Leis semelhantes já foram sancionadas em outros estados e barradas pelo STF. Em 2022, a Corte declarou leis que também reconheciam o risco da atividade de atirador no Amazonas e no Acre. O mesmo aconteceu em 2024, com leis no Paraná, no Mato Grosso do Sul e no município de Muriaé (MG).
Em todos os casos, o entendimento foi de que apenas a União pode legislar sobre porte de armas e uso de material bélico.
“É sabido que o porte de arma de fogo constitui assunto relacionado à segurança nacional, inserindo-se, por consequência, na competência legislativa da União”, disse o ministro Cristiano Zanin, ao votar pela inconstitucionalidade da lei no Paraná, em 2024.
Fonte: NSC Total
Assemit promove debate sobre novo sistema de coleta de lixo
Vereador propõe substituir leucena por árvores nativas para conter espécie invasora em SMO
Vereadora solicita dados detalhados sobre frota, motoristas e controle de veículos da prefeitura
Incêndio destrói cabine de caminhão carregado com soja no interior de Iraceminha
Falha nos freios provoca saída de pista de carreta na SC-161, em Romelândia
Colisão entre carro e caminhão deixa dois mortos na BR-282 em Ponte Serrada
Câmara pauta sessão na sexta para garantir calendário para a PEC pelo fim da jornada 6x1
Nova lei em Santa Catarina pode facilitar pedidos de porte de arma; entenda o que muda
Turismo em SC cresce e atrai mais de 478 mil visitantes estrangeiros em 2026
Ramagem poderá aguardar conclusão do processo de asilo em liberdade, diz ICE
Mais de 1 milhão de veículos devem circular nas rodovias catarinenses no feriado de Tiradentes
PM apreende droga, dinheiro e prende suspeita de tráfico em Mondaí