O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse, nesta terça-feira (10), que a cassação da deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) vai passar por votação no plenário da Câmara.
A ação de Motta difere da determinação do STF (Supremo Tribunal Federal) que, condenou a parlamentar a 10 anos de prisão, perda imediata do mandato e ao pagamento de multa de R$ 2 milhões.
Conforme a Corte, a perda do mandato deve ser declarada pela Mesa Diretora, sem passar por votação, uma vez que a deputada foi condenada ao cumprimento imediato da prisão. Zambelli está na Itália.
“Vamos notificar para que ela se defenda e a palavra final vai ser a do plenário. Isso é cumprir a decisão“, disse Motta, em resposta ao discurso do deputado federal André Fernandes (PL-CE). “O Plenário é que tem a legitimidade desta Casa e ele decide para onde a Casa vai. Ele é soberano e está acima de cada um de nós”, declarou.
Na segunda-feira (9), Motta disse que “decisão judicial se cumpre”, ao responder sobre Zambelli, e foi interpretado como se a Mesa fosse declarar a perda do mandato, desagradando a oposição. Na ocasião, Motta disse que “não caberia votação” no caso da parlamentar.
“Houve uma confusão ou precipitação da minha avaliação. Essa decisão pode ser cumprida pela Mesa ou plenário. O plenário é quem tem a legitimidade dessa Casa, é o plenário quem decide. Ele é soberano e está acima de qualquer um de nós. Esse é o cumprimento que vamos dar, dando direito a ampla defesa e fazendo tudo conforme o regimento da Casa”, finalizou Motta.
Entenda o caso de Zambelli
Segundo a decisão da Primeira Turma do STF, Zambelli deve perder o mandato em virtude da prisão ser em regime inicial fechado, o que a impediria de ir às sessões da Câmara e a faria perder o mandato por faltas.
O voto do ministro Alexandre de Moraes, seguido pelos demais membros do colegiado, explica que a jurisprudência do STF permite ao Judiciário declarar a perda imediata de um mandato “quando a condenação impõe o cumprimento de pena em regime fechado, e não viável o trabalho externo diante da impossibilidade de cumprimento da fração mínima de 1/6 da pena para a obtenção do benefício durante o mandato e antes de consumada a ausência do Congressista a 1/3 das sessões ordinárias da Casa Legislativa da qual faça parte”.
Assim, a Mesa da Câmara dos Deputados iria apenas declarar a perda do mandato de Zambelli, sem a Casa precisar votar eventual cassação.
De acordo com a Constituição, a perda do mandato de um parlamentar ocorre após a condenação transitada em julgado, mas ainda assim tem de ser aprovada pela maioria absoluta da Casa (257 na Câmara ou 41 no Senado).
Mas a Carta Magna também prevê a perda do mandato por faltas, como aconteceu com o ex-deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido-RJ). Preso desde março de 2024 por suspeita de envolvimento na morte de Marielle Franco, ele perdeu o mandato como deputado federal em abril deste ano.
O caso da deputada não cabe mais recurso. Na semana passada, por unanimidade, a Corte tornou o caso em trânsito em julgado.
A deputada foi para a Itália dias após a condenação no STF, antes da decisão final sobre os recursos. Ela teve a prisão definitiva decretada e o nome incluído no alerta vermelho da Interpol.
Fonte: Portal Peperi
Outono começa nesta sexta-feira com previsão de calor acima da média em SC
Deputada Carol De Toni conta detalhes de ataque sofrido por cão no fim de semana
Gasto com chocolate deve bater recorde em SC na Páscoa deste ano, aponta pesquisa
Quem era a mulher morta a tiro de espingarda pelo marido em São Lourenço do Oeste
Corpo encontrado em mala: vítima morava no mesmo residencial de gaúcha esquartejada em SC, diz polícia
Paraguaia foge de casa noturna, denuncia tráfico de mulheres e PF deflagra operação em SC
Motorista é preso por embriaguez ao volante após ser encontrado desacordado em São José do Cedro
Jovem é preso com moto adulterada após tentar evitar abordagem policial em Guarujá do Sul
Motorista de aplicativo é rendido por assaltantes e foge por lavoura em Dionísio Cerqueira