A ex-merendeira Vanusa Ramos, que sobreviveu ao ataque a creche Aquarela em Saudades, no Oeste de Santa Catarina, resolveu mudar de profissão após presenciar a chacina na escola. Ela virou vigilante e, mais de dois anos depois do crime, trocou a cozinha para fazer a segurança da unidade.
Nesta quarta-feira, 09, ela pediu justiça em frente ao fórum pelos assassinatos de três crianças e duas professoras.
"Eu agradeço a Deus por ter escapado, porque eu vi ele entrar, eu estava perto dele. Ele não me viu e consegui correr para pedir socorro", relata Vanusa.
O júri popular do acusado começou nesta quarta-feira, 07, no fórum de Pinhalzinho, cidade vizinha ao município onde aconteceu o crime, e que fica a cerca de 590 km de Florianópolis.
Na época, Vanusa atuava como merendeira na unidade escolar. Após o ataque, ela decidiu estudar para ser vigilante e tentar proteger aqueles que convivem diariamente com ela.
"Eu entro lá e enxergo tudo, a cena toda, como estava. Então eu tento ficar forte. [...] Eu sei que estou colocando a minha vida em risco, mas eu quero cuidar deles", relata.
O réu, que está preso preventivamente desde o dia do crime, é acusado de cinco homicídios (veja vítimas abaixo) e 14 tentativas de homicídio contra crianças e funcionários que estavam na creche.
Além das mortes, ele também feriu um menino, na época com 2 anos, que sobreviveu.
Julgamento
Logo no início da manhã desta quarta, familiares das vítimas e comunidade já se mobilizavam em frente ao fórum. As ruas que circundam o espaço foram fechadas desde a madrugada e há um forte esquema de segurança na região.
A previsão do Poder Judiciário é que o julgamento se estenda por pelo menos dois dias.
As aulas na escola onde o crime ocorreu foram suspensas nesta quarta e o clima na região, segundo secretária de Educação de Saudades, Gisela Hermann, é de espera por justiça. Os professores e funcionários da escola Aquarela também estenderam cartazes em frente ao fórum.
Pela manhã, três vítimas foram ouvidas e outras três dispensadas. Por volta das 12h, a primeira testemunha da acusação foi ouvida. Às 12h30, houve pausa para almoço, com retorno às 13h50.
Quem são as vítimas do ataque a creche em Saudades?
Três crianças e duas funcionárias morreram no ataque a creche:
Keli Adriane Aniecevski, de 30 anos, era professora e dava aulas na unidade há cerca de 10 anos
Mirla Renner, de 20 anos, era agente educacional na escola
Sarah Luiza Mahle Sehn, de 1 ano e 7 meses
Murilo Massing, de 1 ano e 9 meses
Anna Bela Fernandes de Barros, de 1 ano e 8 meses.
Fonte: Portal Peperi
Grêmio sai na frente, mas Bragantino busca empate na Arena
Saer transfere idoso de São João do Oeste para Hospital de Xanxerê em 25 minutos
Lula zera imposto e subsidia diesel para conter alta do petróleo
Prefeitura de SMO discute com DNIT melhorias no trevo da BR-282 com a SC-163
Réu pela morte de Catarina Kasten depõe em audiência e responde apenas à defesa
Patrimônio de Vorcaro cresceu R$ 1,2 bilhão em um ano, revelam declarações ao IR
Após problemas em Itapiranga, Corpo de Bombeiros lança aplicativo para acionar 193
ADEFISMO realiza assembleia para eleger nova diretoria em São Miguel do Oeste
Começa nesta quinta-feira o Liquida Inverno Iporã