Mariana Kessler dos Santos, de Tunápolis, foi aprovada para integrar o grupo de 5 mil brasileiros considerados superinteligentes. A Associação Mensa Brasil foi fundada em 2002 para representar a entidade internacional voltada para pessoas de alto QI, que corresponde a dois por cento da população mundial. A menina, de seis anos, foi reconhecida pela instituição como superinteligente, com 138 de Quociente de Inteligência.
A mãe, Jacinta Kessler, conta que desde cedo foram identificados traços diferentes na criança. Quando bebê, dormia pouco e era bastante curiosa. Com um ano, começou a prestar atenção em cores, números, letras e histórias contadas por familiares. Jacinta relata que aos dois anos Mariana conseguiu ler as primeiras palavras. Já antes dos três anos, lia frases inteiras.
A mãe destaca que a criança sempre preferiu brincadeiras que envolvem raciocínio lógico, como encaixe de peças e jogos. Ao entrar na creche, Mariana se destacava pela inteligência e por ser muito comunicativa. No entanto, recentemente, começou a apresentar vários episódios de resistência escolar e sinais claros de ansiedade.
Por conta disso, a mãe explica que houve a procura por ajuda profissional. Após avaliação neuropsicológica, com uma bateria de testes de inteligência e psicológicos. Em três meses de testes, o laudo apontou superdotação.
“Foi até uma surpresa, porque ela é uma criança normal, só que existe um potencial muito grande por trás disso, precisa ter acompanhamento, escuta, um cuidado para lidar com essas crianças, principalmente pelas questões emocionais” comenta Jacinta.
O laudo apontou ainda que Mariana possui idade psicológica de nove anos, mesmo com corpo de seis anos. Além disso, foram identificados traços de ansiedade durante a bateria de exames, indicando que o QI pode ser ainda maior do que os 138 pontos identificados. A partir de 140 pontos é considerado genialidade.
Os documentos foram enviados para a Mensa, associação especializada no acompanhamento de pessoas superinteligentes e Mariana recebeu aprovação para fazer parte do grupo. A entidade oferece suporte com atividades de incentivo intelectual, como robótica. “Agora ela pode sentir que tem outros iguais a ela” diz a mãe.
Fonte: Portal Peperi
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