A exportação do mel de Santa Catarina gerou US$ 14,22 milhões em divisas em 2024, sendo o 5° produto na pauta exportadora do Estado. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 17, pelo governo catarinense, em celebração ao Dia Nacional do Mel.
No ano retrasado, Santa Catarina foi responsável por 6,5% do total de mel produzido no Brasil. Segundo dados da Pesquisa Pecuária Municipal, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país produziu 64 mil toneladas do produto no ano retrasado. Do total, 4,2 mil toneladas foram feitas pelos apicultores e meliponicultores catarinenses.
Mel de Melato da Bracatinga é destaque em SC
Santa Catarina é destaque na fabricação de um dos méis mais reconhecidos do Brasil, o de melato de bracatinga. O produto possui selo de indicação geográfica com denominação de origem, por conta das características únicas: não cristaliza, tem uma cor escura típica e possui, na composição, sais minerais com propriedades que estimulam os sentidos e são benéficos para o ser humano. Diferentemente do mel floral, ele é obtido a partir do melato excretado por insetos conhecidos como cochonilhas, que se alimentam da seiva da árvore bracatinga. É aí que abelhas colhem esse excremento como se fosse néctar.
A produção da iguaria exige que os apicultores fiquem atentos aos ciclos da natureza, para fazer o manejo das abelhas no momento correto, ou seja, quando a cochonilha atinge a fase adulta e passa a produzir o melato, processo que acontece a cada dois anos. O mel de melato é, então, colhido das colmeias na forma natural, extraído dos favos e envasado tal como as abelhas o produzem.
Dos 134 municípios brasileiros em que este mel é produzido, 107 são catarinenses.
Cidasc tem papel importante para o mel catarinense
Em Santa Catarina, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) é o órgão responsável por fazer a inspeção sanitária de produtos de origem animal, que visa a garantir que o mel esteja adequado ao consumo humano.
O cuidado com as abelhas, segundo o governo do Estado, inicia pelo cadastro das colmeias junto à Cidasc, o que permite acompanhar o saldo de abelhas: quando ocorre morte dos insetos, a causa é investigada, e sempre que possível controlada, o que traz segurança aos produtores da região.
Os produtores também recebem orientações sobre doenças que podem afetar as colmeias, tanto para adotarem medidas de manejo de forma preventiva quanto para serem capazes de identificar sinais de doenças e relatar a suspeita à Cidasc.
A Cidasc também concede o Selo ARTE, criado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária para valorizar produtos artesanais, para garantir a qualidade do produto. Desde 2021, o órgão concedeu o selo a 32 méis catarinenses, além de outros produtos de abelhas, o que permite que sejam comercializados para todo o país.
Fonte: Portal Peperi
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