Um médico foi preso preventivamente em Catanduvas, suspeito de cometer crimes sexuais contra ao menos 10 jovens durante atendimentos na rede pública de saúde. As vítimas têm entre 17 e 20 anos. Os casos teriam ocorrido entre 2024 e 2025.
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina, o profissional não era ginecologista, mas realizava supostos exames invasivos nas pacientes. Durante as consultas, ele teria tocado as partes íntimas das jovens sem autorização e feito comentários de natureza sexual.
A promotoria afirma que o médico induzia as vítimas a acreditar que os procedimentos faziam parte de exames clínicos normais. Na avaliação do MP, os atendimentos eram simulados para permitir a prática de atos libidinosos.
O caso começou a ser investigado pelo menos em novembro de 2025, quando o profissional foi denunciado por importunação sexual. Na época, a Justiça chegou a negar o pedido de prisão, mas o Ministério Público recorreu e conseguiu reverter a decisão em segunda instância.
No parecer que autorizou a prisão preventiva, o procurador de Justiça Luis Eduardo Couto de Oliveira Souto apontou a gravidade dos fatos e o risco de o suspeito intimidar vítimas ou testemunhas.
O crime de importunação sexual prevê pena de um a cinco anos de prisão, conforme o Código Penal.
A defesa do médico afirma que ele é inocente e que sua atuação sempre seguiu os protocolos médicos. Segundo os advogados, medidas jurídicas já foram adotadas para tentar reverter a decisão.
O Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina informou que solicitou informações ao Judiciário para analisar o caso e tomar as providências cabíveis.
Fonte: Portal Peperi
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