Mais de 30 milhões de brasileiros já emitiram a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), segundo dados divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública até 23 de julho. O documento tem como principal objetivo padronizar a identificação dos cidadãos em todo o país, unificando o número de registro ao CPF e incorporando tecnologias que dificultam fraudes e melhoram os serviços públicos.
A CIN apresenta recursos de segurança como QR Code nas versões física e digital, contendo assinatura digital para garantir autenticidade. Um aplicativo gratuito permite a verificação da autenticidade do documento, com funcionalidade tanto online quanto offline.
Durante evento do Governo Federal sobre transformação digital, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto que regulamenta o uso da biometria para concessão, renovação e manutenção de benefícios da seguridade social. A medida será implementada de forma gradual, com a CIN como base para os cadastros. "Queremos um Estado mais moderno, eficiente e próximo de cada cidadão", destacou o presidente nas redes sociais.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, reforçou que a nova carteira busca solucionar a fragmentação do sistema de identificação civil e promover o pleno exercício da cidadania. “Essa é a prioridade do governo Lula”, afirmou.
O Piauí lidera proporcionalmente, com 1,25 milhão de emissões — o equivalente a 37% da população local. Acre (27,6%), Alagoas (23,9%), Mato Grosso (23,7%) e Rio Grande do Sul (21,9%) completam os cinco primeiros.
Em números absolutos, São Paulo lidera com 4 milhões de documentos emitidos (8,7% da população), seguido por Minas Gerais (3,7 milhões), Rio de Janeiro (2,48 milhões) e Rio Grande do Sul (2,45 milhões).
Entre as regiões, o Sudeste concentra o maior número de emissões (10,7 milhões), seguido por Nordeste (8,4 milhões), Sul (6,1 milhões), Centro-Oeste (3,2 milhões) e Norte (1,5 milhão).
Jovens entre 15 e 19 anos são os que mais emitiram o novo documento, representando 11% do total. Em seguida estão as faixas de 10 a 14 anos (8,64%) e 25 a 29 anos (7,17%).
A nova CIN também contempla símbolos internacionais que identificam pessoas com deficiência. Até 23 de julho, foram emitidas mais de 493 mil carteiras com essas marcações. Desse total, 53% são para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), 17% com deficiência intelectual, 15,8% com deficiência física, 7,4% com deficiência visual e 5,65% com deficiência auditiva.
Fonte: Portal Peperi
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