'Mãe fantástica' e 'pai de tirar o chapéu', diz amigo de família morta em acidente no Oeste

Por Ricardo Orso, São Miguel do Oeste

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'Mãe fantástica' e 'pai de tirar o chapéu', diz amigo de família morta em acidente no Oeste
Foto: Reprodução/Redes Sociais/@karine_tasca/@trbodinho

Wilhan Panigaz e Karine Tasca, ambos de 27 anos, são descritos por um amigo do casal como unidos e pais maravilhosos. Mortos com os filhos pequenos, de 2 e 6 anos, em um grave acidente de trânsito no domingo, 12, no Oeste de Santa Catarina, o casal morava em Treze Tílias, na mesma região.

"Pessoas iguais a eles são difíceis de achar. Coração enorme os dois, gigante mesmo. Uma mãe fantástica, um pai de tirar o chapéu", afirmou Wagner Turke, amigo das vítimas.

Além de Wilhan, Karine e os dois filhos do casal, o acidente também matou Adriano Fernandes Devens, 40 anos. Amigo dos dois, ele também estava no carro da família. Quatro pessoas se feriram.

A colisão aconteceu no fim da tarde de domingo na SC-355. Conforme a Polícia Rodoviária Estadual (PMRv), quatro veículos se envolveram na batida entre as cidades de Videira e Iomerê.

Ao g1, Wagner contou que a família estava indo até Videira buscar uma carreta para que Wilhan e Adriano pudessem viajar a trabalho quando o acidente ocorreu.

O amigo diz que conhecia o motorista de caminhão há 10 anos e afirmou que ele "ficava muito tempo na estrada, mas para conquistar os sonhos da família".

Wilhan e Karine eram padrinhos da filha de Wagner, enquanto o amigo se tornou padrinho do filho mais novo do casal, de 2 anos, que também morreu no acidente.

"Eu conheci ele primeiro. Amigo de 10 anos. Depois, eles ficaram juntos e logo tiveram o bebê", disse.

Quem eram as vítimas

Wilhan e Adriano trabalhavam na empresa Bodinho Transportes, que emitiu nota lamentando as mortes. Karine cuidava da casa e vendia produtos de beleza.

"Neste momento de dor, nos solidarizamos com os familiares e amigos, expressando nossos mais sinceros sentimentos. Que encontrem conforto e força para enfrentar esta perda irreparável", disse a empresa.

O filho de 6 anos do casal era aluno do 1º ano da Escola Municipal Irmã Filomena Rabelo. Conforme a prefeitura, ele também participava da escolinha no Departamento de Esportes.

"Neste momento de imensa dor, nos solidarizamos com familiares, amigos e toda a comunidade, desejando força e conforto para enfrentar essa perda irreparável", informou o município.

5 mortos e 4 feridos, segundo Corpo de Bombeiros

Chovia e a visibilidade estava baixa no momento do acidente. Devido ao impacto, Wilhan, que dirigia o carro da família, Adriano, que estava na carona, e uma das crianças foram arremessados.Karine e o outro filho foram achados dentro do veículo.

Conforme o Corpo de Bombeiros Militar (CBM), no Golf uma mulher e um homem, ambos de 59 anos, foram levados ao Hospital Salvatoriano Divino Salvador com ferimentos pelo corpo. No T-Cross, o motorista de 59 anos a passageira, 53 anos, também foram encaminhados a uma unidade de saúde.

Como ocorreu o acidente na SC-355

De acordo com as informações preliminares da PMRv, o Gol onde estavam os cinco mortos trafegava no sentido Videira-Iomerê. A distância entre as duas cidades é curta, de cerca de 12 quilômetros.

A PMRv disse acreditar que um segundo envolvido na batida teria tentado realizar uma ultrapassagem, colidindo lateralmente com o carro da família, que perdeu o controle da direção, invadiu a pista contrária e bateu na lateral do T-Cross. Um Golf também foi atingido nesse momento.

A Polícia Civil investiga o caso. Segundo o delegado Gilmar Bonamigo, chovia na região no momento da batida e ninguém teria visto o acidente. No entanto, dois ciclistas que passaram pelo local momentos após a colisão disseram ter visto um veículo Gol deixando o local.

Com essas informações, a polícia foi até a casa do motorista, que tem 31 anos, e o encaminhou à delegacia. Em depoimento, ele negou ter sido responsável pelo acidente e afirmou que foi o último a bater nos carros.

O motorista irá responder por omissão de socorro, já que deixou o local do acidente antes das autoridades:

"Ele bateu em razão do acidente que houve na sua frente. Estava chovendo, tinha pouca visibilidade, era a versão dele. O veículo dele, de fato, não possuía muitos danos, enquanto os outros estão bem danificados. O que significa que, enfim, não há prova suficiente", afirmou Bonamigo.

Fonte: G1 SC

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