Trabalho durante o ano de 2021 foi intenso em defesa dos atingidos por barragens no Brasil.
O coordenador do MAB, Pedro Melchiors acompanha a movimentação nacional e cita luta por direitos dos atingidos pelo rompimento da barragem de Brumadinho, além de questões em Santa Catarina, como na região Serrana, onde a construção de Barragem atingiu 800 famílias que precisaram lutar por um reassentamento. Outra pauta está no rompimento barragem de rejeitos da Casan, em Florianópolis que afetou 85 famílias.
Segundo Melchiors, a organização do movimento tem forte influência na hidrelétrica de Foz de Chapecó em busca de compensação que a empresa ainda não cumpriu com sua obrigação. Já na barragem projetada em Itapiranga seguem mobilizações e reuniões incluindo Mondaí, mostrando a força da organização de resistência com mais de 40 anos de atuação.
O empenho em prol da ponte sobre o rio Uruguai também despertou o debate para a necessidade de usina hidrelétrica. Pedro Melchiors contesta esta tentativa de reativar o debate sobre a barragem. O coordenador do MAB lamenta a postura do senador pelo Rio Grande do Sul, Luis Carlos Heinze, que está propagando a necessidade da construção da barragem no Rio Uruguai em Itapiranga.
Melchiors lembra que a cada dez anos o governo federal projeta todas as possibilidades de potencial energético. Neste contexto, Itapiranga faz parte deste projeto desde a década de 1970. Segundo o coordenador do MAB, o senador gaúcho defende pelo menos, quatro barragens no Rio Uruguai.
Pedro Melchiors avalia que estas notícias causam prejuízos para o desenvolvimento da região. Elas resultam em um impacto emocional negativo e de consequências que atrasam projetos de empreendedorismo.
Ele alerta que o interesse de empresas privadas e muitas estrangeiras que criam um monopólio do sistema energético, é apenas no financeiro.
Segundo Melchiors, é preciso diálogo para esclarecer os prós e contra e com isso não gerar conflitos nas comunidades e municípios de quem é favorável ou contra. O coordenador reforça que as barragens não criam desenvolvimento local ou regional e não existe qualquer projeto promissor próximo as barragens, além de não gerar emprego e atração turística, pois a riqueza gerada não fica para a região, e sim, apenas o impacto econômico, ambiental e cultural.
Fonte: Portal Peperi
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