Uma decisão judicial suspendeu a autorização para a retirada forçada de indígenas que vivem em um acampamento na área de segurança da Barragem de José Boiteux, no Alto Vale do Itajaí. A medida foi publicada nesta quinta-feira, 20, e também impede a demolição das moradias existentes no local.
Na semana passada, o Governo de Santa Catarina havia conseguido autorização judicial para que a comunidade deixasse voluntariamente a área em cinco dias. O prazo terminaria nesta sexta-feira, 21.
Segundo a Defesa Civil de Santa Catarina, trabalhadores responsáveis pela reforma da barragem teriam sido ameaçados por alguns indígenas e orientados a interromper os serviços sob risco de apreensão dos equipamentos. O caso foi registrado na polícia e a obra está interrompida desde 13 de julho.
O Estado também relata que, em 5 de agosto, funcionários retornaram ao local para recolher ferramentas, mas teriam sido impedidos de retirar os materiais.
As famílias que ocupam a área ficaram sem moradia após as enchentes de 2023. A Barragem Norte está localizada dentro de terra indígena demarcada e o represamento da água pode atingir aldeias e bloquear estradas.
O Governo do Estado assumiu o compromisso de construir novas moradias para famílias afetadas. As obras das casas começaram no fim de 2025, mas, conforme as informações divulgadas, nenhuma unidade havia sido entregue até esta sexta-feira.
A cacique-geral Fabiana dos Santos classificou a nova decisão judicial como uma vitória e afirmou que as famílias não tinham outro local para morar. Segundo ela, a comunidade não pretende impedir a retomada dos trabalhos na barragem.
Ao analisar o caso, a desembargadora Eliana Paggiarin Marinho considerou que não ficou demonstrado que as moradias impedem a continuidade da reforma. A magistrada também avaliou como desproporcionais, neste momento, a retirada forçada das famílias e a demolição das estruturas.
A decisão não autoriza a comunidade a impedir a execução das obras. A magistrada determinou ainda que ameaças e agressões sejam interrompidas e que a atuação do Estado ocorra de forma pacífica.
A Procuradoria-Geral do Estado apresentou pedido de reconsideração. Segundo o Governo de Santa Catarina, a medida busca garantir a continuidade das obras de manutenção e segurança da barragem.
Fonte: NSC Total
Tunápolis moderniza tratamento de água com novo sistema
São João do Oeste amplia equipamentos agrícolas para uso dos agricultores
Mulher que fingia ter 12 anos é condenada por estelionato e falsa identidade em SC
Justiça suspende retirada de indígenas de área próxima à Barragem de José Boiteux
Contran estabelece novas regras para fiscalização da Lei Seca no país
Morador de Iporã do Oeste relembra impactos da grande nevasca de 1965
Corrida do Soldado reúne mil inscritos neste domingo em SMO
Anchieta instala 70 novos contêineres para ampliar coleta de resíduos
São Miguel do Oeste realiza Dia D de multivacinação neste sábado
Correios abrem novo programa de demissão voluntária após baixa adesão
Prefeitura de São José do Cedro propõe novas regras para concessão da licença-prêmio
Corrida do Soldado terá bloqueios no trânsito neste domingo em SMO