Itapiranga possui mais de 16 mil habitantes, aponta dados do Censo do IBGE

Por Diana Isabel, Itapiranga

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Itapiranga possui mais de 16 mil habitantes, aponta dados do Censo do IBGE
Foto: Diana Isabel/Rede Peperi

O IBGE divulgou na semana passada, os primeiros resultados do Censo Demográfico de 2022. Em Itapiranga, os números apontam 16.638 habitantes. Os dados do IBGE mostram novo perfil das famílias e menor crescimento populacional de Itapiranga.

Conforme o Chefe da Agência do IBGE de São Miguel do Oeste, Cláudio Radtke Júnior, os primeiros resultados do Censo Demográfico 2022 serão melhor compreendidos à medida que o IBGE divulgar as demais informações.

Cláudio Radtke Júnior chama atenção para importância de dados sobre as populações urbana e rural, a taxa de natalidade, o perfil etário da população e a migração. Menciona ainda que é fácil perceber que as famílias estão menores. No Censo de 1991 a média de moradores por domicílio em Itapiranga era 4,52 pessoas, e em 2022 caiu para 2,77 pessoas. O número de domicílios ocupados em 2000 em Itapiranga foram 3.682, e em 2022 foram contabilizados 6.000. O número de domicílios ocupados em 2022 é 63% superior a 2000.

Se a média de moradores permanecesse a de 1991, o município teria mais de 27 mil habitantes. Contudo, as famílias diminuíram. Cláudio Radtke Júnior informa que em breve o IBGE irá divulgar o cadastro de endereços que vai permitir a qualquer pessoa conhecer a dimensão do trabalho realizado. Ele salienta que a metodologia do Censo é clara ao afirmar que a pessoa precisa morar, efetivamente, no município, não bastando que mantenha vínculos familiares e cadastros junto a órgãos públicos.

Cláudio Radtke Júnior cita que desta forma, quando alguém migra de Itapiranga para outro local e não comunica seu agente de saúde, para fins de cadastro da saúde, permanecerá contando e sendo atendido pelo município, mas, pela metodologia do Censo, que não é definida pelo IBGE, mas pela Comissão de Estatísticas da ONU, não é morador.

O Chefe da Agência do IBGE de São Miguel do Oeste aponta inconstância em dados de cadastro da saúde dos municípios. Segundo Cláudio Radtke Júnior, em vez de questionar a quantidade de pessoas recenseadas, há que se considerar a hipótese de atualizar o cadastro, pois quando um município possui o cadastro da saúde inflado, certamente está sendo compensado por outro que possui um número menor do que a população.

Cláudio Radtke Júnior observa que os dados mais detalhados vão dar uma boa dimensão do êxodo rural ocorrido nos municípios na última década, bem como outras variáveis demográficas que facilitam a compreensão do número de habitantes divulgado.

Fonte: Portal Peperi

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