Irã volta a fechar o Estreito de Ormuz após relatos de tiros contra navios

Por Lucas Lôndero, São Miguel do Oeste

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Irã volta a fechar o Estreito de Ormuz após relatos de tiros contra navios
Foto: Arquivo Reuters

O Irã voltou a restringir a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz neste sábado, 18, reacendendo a tensão no Golfo Pérsico poucos dias após anunciar uma reabertura parcial da rota estratégica.

De acordo com a agência Reuters, embarcações comerciais relataram ter sido atingidas por disparos ao tentar atravessar a região. Autoridades iranianas indicaram que o estreito voltou a operar sob rígido controle militar.

Segundo fontes de segurança marítima, ao menos dois navios mercantes foram alvo de tiros durante a tentativa de travessia. Além disso, embarcações teriam recebido mensagens por rádio informando que o Estreito de Ormuz estava novamente fechado, sem autorização para passagem.

A movimentação ocorre após o registro do primeiro fluxo relevante de petroleiros desde o início do conflito, com um comboio atravessando a região horas antes da nova restrição.

As forças armadas iranianas afirmaram ter retomado o controle total da área e justificaram a medida com base no que classificaram como violações e atos de “pirataria” por parte dos Estados Unidos.

Em comunicado, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que a marinha do país está preparada para impor novas derrotas aos adversários, reforçando o tom mais duro adotado por Teerã, mesmo após recentes tentativas de negociação.

O Estreito de Ormuz é considerado um dos pontos mais estratégicos do comércio global de energia, responsável pelo escoamento de cerca de um quinto de todo o petróleo consumido no mundo. Qualquer restrição na região costuma provocar impacto imediato nos preços internacionais e elevar a instabilidade nos mercados.

Nos últimos dias, os preços do petróleo chegaram a recuar diante da expectativa de reabertura da rota, cenário que agora volta a ser incerto.

A decisão ocorre em meio a um cessar-fogo temporário entre Irã e Estados Unidos, que pode expirar nos próximos dias. O presidente norte-americano, Donald Trump, indicou que o acordo pode não ser renovado caso não haja avanços nas negociações.

Até o momento, não há confirmação sobre novas rodadas de diálogo entre os países, o que aumenta o risco de retomada dos confrontos.

Fonte: ND +

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