Inadimplência de aluguel sobe em SC, mas fica abaixo da média nacional em 2025

Por Ricardo Orso, São Miguel do Oeste

Compartilhar
Inadimplência de aluguel sobe em SC, mas fica abaixo da média nacional em 2025
Foto: PMSJ, Divulgação

O índice de inadimplência de aluguel em Santa Catarina subiu de 2,16% para 2,42% em 2025 em comparação ao ano anterior, tendo uma variação de 0,26 ponto percentual. De acordo com o Índice de Inadimplência Locatícia da Superlógica, com dados anonimizados de mais de 600 mil clientes. Apesar da alta, o índice no Estado ficou abaixo da média nacional e da regional, de 3,50% e 2,89%, respectivamente.

Os imóveis comerciais lideram a inadimplência de aluguel na região Sul, com registro de 3,80%, um aumento de 0,25 ponto percentual em 2025 em comparação aos 3,55% de 2024. As casas também registraram alta inadimplência na região, mas com queda em relação ao ano anterior: em 2025, o índice foi de 3,58%, 0,09 ponto percentual no comparativo aos 3,67% de 2024.

Já os apartamentos chegaram a 2,11% de inadimplência, um crescimento de 0,20 ponto percentual em relação ao ano anterior. O diretor de negócios para Imobiliárias da Superlógica, Manoel Gonçalves, explicou que é necessário ter cautela quanto aos juros em 2026 para que os índices não aumentem em Santa Catarina.

— Variáveis como inflação e juros continuam pressionando os gastos fixos, e qualquer mudança nesses indicadores pode impactar a capacidade de pagamento dos locatários nos próximos meses — afirmou.

Além disso, outros fatores externos também podem impactar o orçamento das famílias, de acordo com o especialista, como as apostas on-line.

— As bets, que provocaram perdas econômicas de R$ 38,8 milhões no último ano segundo o Banco Central e devem ser considerados para manter as contas no azul — disse.

Índices nacionais

Nacionalmente, os imóveis comerciais (4,84%) registraram taxas de inadimplência mais altas do que os residenciais, como apartamentos (2,36%) e casas (3,79%), em 2025. Os apartamentos foram os únicos que tiveram queda, com menos 0,08 ponto percentual. Já as casas e comércios tiveram crescimentos de 0,01 e 0,40 pontos percentuais, respectivamente.

Os imóveis comerciais também lideraram a inadimplência durante o ano, com taxas entre 4,12% e 5,55%. Para Gonçalves, o motivo é o fato de que os prédios comerciais podem ser mais afetados em relação a instabilidade econômica.

No primeiro semestre de 2025, as regiões Norte e Nordeste tiveram as maiores taxas do ano, com o Norte liderando em janeiro, fevereiro, março e maio. O Nordeste, por sua vez, liderou no segundo semestre, com maior índice em outubro, ficando em 6,84%.

Já em relação a todo o ano, o Nordeste teve o índice mais alto do país, com 5,15%. A região, no entanto, teve uma queda no índice de 0,68 ponto percentual em relação a 2024. O Norte teve inadimplência de 4,88%, também tendo uma baixa em comparação com o ano anterior.

O Centro-Oeste teve 3,59% de inadimplência, um aumento de 0,42 ponto percentual ante 2024, sendo a terceira região com índice mais alto. Em seguida, vem o Sudeste (3,24% em 2025 e 3,12% em 2024) e a região Sul (2,89% em 2025 e 2,75%).

Fonte: Portal Peperi

Fique por dentro das últimas novidades do Portal Peperi