O horto medicinal de São João do Oeste foi inaugurado ainda em dezembro, por meio das parcerias das secretarias de Agricultura e da Saúde, hospital, Epagri e a Pastoral da Saúde.
Conforme Tereza Arnhold, uma das coordenadoras da pastoral, atualmente a variedade de chás é muito ampla, e alguns tipos são mais usados e mais conhecidos do que outros. Ela cita inclusive que alguns tipos vêm desde a época de Jesus Cristo, e ao longo do tempo vem mantendo a sua função na prevenção, cura ou tratamento de doenças.
Entre as variedades mais comuns, Tereza cita melissa, salvia, alecrim, hortelã, quebra-pedra, alcachofra, malva, tanchagem, bardana, sete-sangria e espinheira santa. A coordenadora da pastoral destaca que a melissa é usada contra ansiedade, insônia e problemas estomacais. A salvia é usada para o alívio de aftas, indigestão, calorão, diabete, é também estimulante da memória.
Para pressão alta, acido úrico e insônia, a indicação é o chá sete sangrias. Já o hortelã, é usado contra asma, problemas respiratórios, alivia dores, problemas estomacais e uma variedade pode até ser usada como vermífugo.
Tereza Arnhold cita também a alcachofra, usado como diurético e desintoxicaste. A malva é usada para problemas com afta na boca, bronquite, gastrite e dor na garganta.
A tanchagem é um antiinflamatório e antibiótico para problemas de infecção. A bardana estimula o funcionamento da vesícula, facilita a digestão, é usada contra gastrite, é um antiinflamatório e também diurético. Uma das coordenadoras da Pastoral da Saúde de São João do Oeste enfatiza que as pessoas devem dar mais valor aos chás, e por serem naturais, também entender o tempo que levam pra fazer efeito, mas respeitar a dosagem e o tempo de uso.
Atualmente são mais de 40 tipos de chás no relógio biológico, mas no total são mais de 100 variedades de plantas. A manutenção do horto, como plantio, poda e colheita, é coordenada pelas voluntárias da pastoral da saúde.
O plantio também contempla hortaliças destinadas para o hospital, além de plantas que podem ser consumidas, como ora-pronó-bis e batata yacon.
Tereza Arnhold destaca que outros tipos de plantas medicinais, e que podem ser incrementados na alimentação, estão sendo estudados e pesquisados para serem cultivados no horto.
A Pastoral da Saúde de São João do Oeste conta com 13 voluntários, com representantes da maioria das comunidades do município, que realizam reuniões a cada dois ou três meses.
Para este ano, a coordenadora enfatiza que o objetivo é disponibilizar capacitações para os voluntários e interessados em aprender mais sobre as plantas medicinais.
Fotos da inauguração do horto, em dezembro de 2019.
Fonte: Portal Peperi
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