Santa Catarina tem 91,6 mil pessoas diagnosticadas com transtorno do espectro autista (TEA), o que corresponde a 1,2% da população residente, de acordo com dados do Censo 2022. A proporção é a mesma da média nacional. As informações foram divulgados nesta sexta-feira, 23, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), junto com dados sobre a proporção de brasileiros com algum tipo de deficiência.
Homens são 62,6% dos casos de TEA no Estado, taxa superior à média do país (59,9%). Em 28 municípios, eles representam mais de 80% dos diagnósticos, com nove cidades registrando 100% de prevalência masculina. Já as mulheres são maioria em apenas 50 dos 295 municípios.
A pesquisa também destacou que mais de um quarto (27,7%) dos autistas no Estado têm até 9 anos de idade, superando a média nacional (25,5%). A maior proporção entre todos os grupos é na faixa etária entre 5 e 9 anos (15,9%), seguido daqueles que têm entre 0 e 4 anos (11,8%). Já entre idosos, as mulheres são maioria (5.919 ante 5.269 homens), um padrão inverso ao observado nas faixas mais jovens.
Em relação à cor ou raça, brancos representam 77,9% dos autistas no Estado. Destaque para os amarelos, que, embora sejam apenas 0,2% dos residentes, apresentam a maior taxa de autismo (1,7%). Pretos e indígenas têm as menores proporções (0,9% e 0,7%, respectivamente), indicando possíveis disparidades no acesso a diagnósticos, conforme o IBGE.
Cidades com maior porcentagem
Joinville (8.617) e Florianópolis (7.227) têm o maior número de pessoas com autismo no Estado. Os dois municípios mais populosos de Santa Catarina têm percentuais maiores que a média estadual, respectivamente, 1,4% e 1,3% da população residente.
Os municípios com as maiores proporções de pessoas diagnosticadas com autismo em relação a população residente total são Santiago do Sul (2,9%), o menos populoso do Estado, e Timbó Grande (2,4%), localizado no Planalto Norte catarinense. Entre os 30 municípios mais populosos, se destacam os altos percentuais de Itajaí (1,9%), Imbituba (1,8%), Gaspar (1,7%), São José e Brusque (1,6%).
Na outra ponta, dos 295 municípios catarinenses, apenas dois não têm pessoas diagnosticadas com autismo na população residente: Jardinópolis, no Oeste catarinense, e São Bonifácio, na Grande Florianópolis.
Entre as unidades da federação, Santa Catarina aparece em nono lugar. O Acre (1,6%) tem a maior proporção entre as Unidades da Federação, enquanto Tocantins e Bahia (1,0%) têm os menores percentuais. São Paulo (547,5 mil) tem a maior população de autistas, enquanto Roraima (7,4 mil) tem a menor.
Outras deficiências
Santa Catarina tem, no total, 447.842 pessoas com algum diagnostico de deficiência, o que corresponde a 6% da população com mais de dois anos de idade, conforme o IBGE. É a terceira menor proporção do país, após Roraima (5,6%) e Mato Grosso (5,7%).
Para classificar uma pessoa com deficiência, o IBGE levou em consideração o grau de dificuldade de exercer os chamados cinco domínios funcionais: enxergar, ouvir, mover os membros inferiores, dominar a coordenação motora fina e as funções mentais.
Em todo o Brasil, o Nordeste é a região do país com mais pessoas com deficiência (8,6%). Depois vem Norte (7,1%), Sudeste (6,8%), Sul (6,6%) e Centro-Oeste (6,5%).
Fonte: Portal Peperi
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