Na manhã desta quinta-feira, 12, o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) deflagrou, em apoio à 39ª Promotoria de Justiça da Capital, responsável pelo combate às organizações criminosas no âmbito estadual, duas ações simultâneas: novos desdobramentos da 5ª fase da “Operação Sodalitas Finis – Casa de Pedra” e a “Operação Bow Tie”. Ambas integram o esforço contínuo de combate a organizações criminosas com atuação em Xanxerê, Chapecó e municípios da região Oeste.
Nesta nova etapa da Operação Sodalitas Finis, foram cumpridos sete novos mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas. As diligências ocorreram em Chapecó, Xanxerê, Ponte Serrada, Blumenau e Cascavel (PR), com atuação integrada do GAECO de Santa Catarina e apoio da Polícia Civil e Militar. Em Cascavel, houve também participação do GAECO local, com suporte do Setor de Operações Especiais (SOE) da Polícia Penal do Paraná. Uma pessoa foi presa em flagrante por posse de drogas.
A operação, que já havia mobilizado mais de 300 agentes em sua fase deflagrada em 4 de junho de 2025, com o cumprimento de 51 mandados de busca e apreensão, além de 43 mandados de prisões preventivas, segue investigando crimes como tráfico de drogas em larga escala, homicídios, roubos e outras ações associadas a uma organização criminosa com forte influência no Estado de Santa Catarina.
O nome “Sodalitas Finis”, que significa “o fim do grupo”, faz referência ao objetivo principal da ação: desarticular a estrutura criminosa que atua em Xaxim, Xanxerê, Chapecó e cidades vizinhas.
Concomitantemente, também foi deflagrada a Operação “Bow Tie”, originada a partir de elementos colhidos ao longo da 5ª fase da Operação Sodalitas Finis, contra uma advogada. Sobre os fatos investigados, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, igualmente expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas, ambos no Município de Xanxerê.
A “Operação BOW TIE” recebeu essa denominação em referência a um tipo específico de nó de gravata, conhecido como “nó Bow Tie”. No jargão carcerário, “gravata” é o termo utilizado pelos presos para se referirem a advogados e advogadas. O nome da operação reflete diretamente o alvo da investigação: advogada que estaria utilizando indevidamente suas prerrogativas profissionais para realizar a chamada “sintonia” entre presos.
A “sintonia” é o termo empregado para descrever a ação de levar e trazer informações entre pessoas encarceradas e em liberdade. Tal processo de comunicação coloca a sociedade em risco e promove o crescimento e a expansão de organizações criminosas, notadamente por serem responsáveis pelo funcionamento do sistema de comunicação entre criminosos, assegurando que informações sejam repassadas entre eles e a terceiros.
As investigações tramitam em sigilo. Assim que houver publicidade dos autos, novas informações poderão ser divulgadas.
O GAECO
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) é uma força-tarefa conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina e composta pela Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar, e tem como finalidade a identificação, prevenção e repressão às organizações criminosas.
Fonte: Portal Peperi
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