Cerca de 800 trabalhadores da Serede, empresa que presta serviços de rede para a Oi, paralisaram as atividades em Santa Catarina desde a última segunda-feira (10). O motivo é o atraso no pagamento de salários e repasses relacionados à locação de veículos e abastecimento de combustível.
A crise na Serede ocorre após a falência da operadora Oi, decretada pela Justiça do Rio de Janeiro na mesma data. A decisão inclui também as subsidiárias PTIF (Portugal Telecom International Finance) e a Oi Brasil Holdings.
Segundo o diretor do Sinttel-SC (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações), Fábio de Souza Justino, a situação tem se agravado. “Estamos vivendo o caos. Os trabalhadores querem ser desligados, não têm mais confiança na empresa”, afirma.
A Serede opera em quase todos os estados brasileiros, com cerca de 6 a 7 mil funcionários. Em SC, a empresa atua principalmente na remoção de cabos e na limpeza de fios de rede. Apesar da paralisação, o sindicato afirma que os serviços de conexão seguem sem impacto direto.
No mês passado, os salários chegaram a ser pagos diretamente pela Oi via Pix, mas neste mês o interventor não autorizou a operação. O sindicato cobra uma solução urgente. “Estamos preocupados com o 13º, com colegas que tiraram férias e não receberam”, reforça Justino.
Fonte: Portal Peperi
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