O filhote de buldogue francês que ingeriu 55 pedras de crack apresentou piora no quadro de saúde e precisará ser encaminhado a uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A cadela, batizada de Antonieta, tem apresentado crises convulsivas em intervalos curtos, explicou, na tarde desta quinta-feira, 23, a veterinária Lillian Van Den Boom, responsável pelo caso.
O animal, que tem três meses de idade, foi levado ao veterinário na sexta-feira, 17, em Joinville, no Norte de Santa Catarina. Uma das tutoras dela chegou a ser presa, mas vai responder em liberdade.
"Ela apresentou um quadro neurológico, a evolução está sendo muito rápida. Acabou de passar pela consulta com uma neurologista. Infelizmente, nós vamos precisar encaminhá-la para uma UTI", declarou a veterinária.
Van Den Boom explicou que não há UTIs caninas em Joinville. Portanto, Antonieta deve ser enviada para outra cidade, provavelmente no estado vizinho do Paraná.
A veterinária disse que há hipóteses sobre o que pode ter causado o agravamento no quadro de saúde da cadela:
"O que a gente acredita até o momento é que pode ser até crise de abstinência. Mas a gente não pode afirmar porque não tem estudos, até o momento, relatando isso na veterinária. Mas são crises convulsivas que estão acontecendo em curtos períodos".
Os problemas neurológicos na cachorra começaram na terça.
Cachorra foi atendida em emergência
A cachorra foi levada ao veterinário na sexta, mas as autoridades foram informadas na segunda (20). A PM foi chamada pela equipe da clínica. No local, foi explicado que o filhote foi levado para atendimento de emergência, trazido por um casal com a filha.
Durante o atendimento à cachorra, a veterinária fez exames e um procedimento para retirada de um corpo estranho, que depois se descobriu ser uma pedra de crack. No total, foram retiradas 55 pedras da cadela.
Além disso, a veterinária constatou que os tutores do filhote não fizeram a vermifugação ou deram as vacinas necessárias para a cachorra. Mais tarde, a família voltou à clínica para saber sobre a situação do animal. Diante disso, a PM fez o flagrante da prisão e apreendeu o crack.
A clínica acionou o Centro de Bem-Estar Animal de Joinville para providenciar os documentos de microchipagem e nova adoção da cachorra.
A tutora que foi presa é a filha do casal. Segundo a PM, ela disse aos policiais que a droga era dela. A idade dela não foi divulgada e o g1 não conseguiu contato com a defesa.
Ela responde por maus-tratos e tráfico de drogas. A audiência de custódia dela ocorreu na tarde de sábado (18). Apesar de ser colocada em liberdade, a suspeita precisará cumprir medidas cautelares.
Para ajudar nos altos custos veterinários para a permanência da cachorra na UTI, a clínica veterinária criou uma vaquinha virtual.
Fonte: G1 SC
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