Fiesc critica atuação do governo federal após novo tarifaço dos EUA

Por Ricardo Orso, São Miguel do Oeste

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Fiesc critica atuação do governo federal após novo tarifaço dos EUA
Foto: Divulgação, Porto Itapoá

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) afirmou nesta quinta-feira, 16, que o novo aumento de 25% nas tarifas de importação imposto pelos Estados Unidos deve afetar 54,5% das exportações catarinenses para o mercado americano.

Segundo a entidade, Santa Catarina será um dos estados mais prejudicados pela medida. O presidente da Fiesc, Gilberto Seleme, disse que esperava maior atuação diplomática do governo federal para evitar a adoção das novas tarifas.

"Esperávamos mais empenho diplomático e técnico e menos discurso de soberania", afirmou.

A Fiesc também defendeu que o Brasil evite adotar medidas de reciprocidade tarifária, argumentando que uma resposta semelhante pode ampliar os impactos negativos sobre a economia brasileira.

De acordo com a federação, o primeiro tarifaço, entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026, provocou queda de 38% na receita das exportações catarinenses aos Estados Unidos e impediu a geração de cerca de 7,6 mil empregos diretos.

Considerando também as tarifas já aplicadas pela Seção 232, a entidade estima que 94% das exportações de Santa Catarina para os Estados Unidos serão afetadas. As regiões Serrana, Planalto Norte e Oeste devem registrar os maiores impactos.

Como resposta ao novo cenário, a Fiesc informou que lançará uma nova etapa do Programa Destarifaço para apoiar as empresas exportadoras.

Fonte: NSC Total

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