A Associação Catarinense de Criadores de Suínos demonstra preocupação com uma nova crise na suinocultura. O setor enfrenta dificuldades com queda de preço, aumento no custo de produção e cobrança de impostos. Os produtores estão em busca de alternativas para evitar o agravamento da situação.
Com o custo de produção acima de seis reais o quilo e o preço do suíno vivo abaixo de cinco reais por quilo, a conta não fecha para o produtor independente. A negociação de momento é para evitar a cobrança de ICMS atrasado por parte do governo estadual. Conforme o Presidente da ACCS, Losivanio De Lorenzi, os governantes não chamam o setor para discutir políticas públicas e acabam fazendo alterações de tributação na comercialização do suíno sem informar as novas regras.
O Presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos cita uma reunião realizada nesta semana na Secretaria da Fazenda com presença de mini integradores, empresas e cooperativas que venderam para outros estados e devem milhões de reais para o governo estadual. “Não é possível cobrar do produtor um valor fora da realidade em um cenário que já é muito frágil por não ter margem de lucro” diz.
De Lorenzi afirma que não existe mais o que apertar na redução de custo, pois o produtor já faz uma gestão profissional e muito eficiente para sobreviver na suinocultura.
Losivanio De Lorenzi destaca ainda o problema causado pelo aumento da oferta de carne suína, gerando recorde de exportações. Ele considera que no momento mercado de suinocultura brasileiro vive uma realidade de extremos. “De um lado ocorre um acumulando com o sexto mês consecutivo de quedas nos preços do animal vivo. De outro, as indústrias registram o maior volume de exportações da história para o período de janeiro a junho” explica.
Segundo ele, o aumento sem controle na produtividade brasileira gera uma grande preocupação. O Presidente lamenta o discurso político sem resultado prático colocando em risco grande número de propriedades.
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