“Feminicídio não fica impune”, diz delegada de SC após morte de Catarina em Florianópolis

Por Ricardo Orso, São Miguel do Oeste

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“Feminicídio não fica impune”, diz delegada de SC após morte de Catarina em Florianópolis
Foto: Lucas Amorelli, Arquivo DC

O assassinato de Catarina Kasten, de 31 anos, no dia 21 de novembro, reacendeu o debate sobre a violência contra a mulher em Santa Catarina e no Brasil na última semana. Em entrevista ao NSC Total, a delegada Patricia Zimermann, coordenadora das Delegacias de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso em Santa Catarina (DPCAMI), falou sobre as investigações relacionadas à morte da estudante em uma trilha de Florianópolis, comentou sobre as ações feitas no Sul do Estado após a onda de feminicídio em novembro e explicou como estão os encaminhamentos do Plano Estadual de Combate à Violência Contra as Mulheres.

Catarina foi morta por um desconhecido enquanto caminhava em direção à aula de natação por volta das 7h. O crime aconteceu na trilha da Praia do Matadeiro, no Sul da Capital, na sexta-feira do dia 21 de novembro. O agressor confessou que matou a estudante e foi preso em flagrante. Segundo a delegada, os autores de feminicídio em Santa Catarina “não saem impunes” e que a resolução deste tipo de crimes no Estado é de 100%.

— A Polícia Civil tem um índice altíssimo de identificação e o índice de resolução desses crimes é de 100%. Qual é o recado que a gente passa para a população? Não fica impune. Os autores são identificados e, se é feminicídio, ele é tipificado como feminicídio, tenha ou não relação de afeto.

O caso Catarina foi mais um entre o total de nove feminicídios registrados em Santa Catarina em novembro, segundo a Polícia Civil. Do total, quatro casos ocorreram no Sul do Estado. A delegada explica que o estado catarinense faz uma série de ações de conscientização, especialmente voltadas a campanha 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher, que teve início no fim de novembro e se estende no mês de dezembro.

— São feitas palestras, divulgação na mídia, trabalhos também nas redes sociais das delegacias da mulher, chamando a atenção para que as vítimas percebam os sinais de violência — pontua.

Fonte: Portal Peperi

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