Equipes de resgate do Líbano seguem, nesta quarta-feira, 05, vasculhando os escombros em busca de sobreviventes da grande explosão que destruiu ontem parte da capital Beirute. Ao menos 135 pessoas morreram, mais de 5 mil ficaram feridas, centenas estão desaparecidas e cerca de 300 mil estão desabrigadas, segundo o Ministério da Saúde do país.
Nesta tarde, as autoridades locais decretaram estado de emergência em Beirute por duas semanas, anunciou o ministro da Informação, Manal Abdel Samad Najd, destacando que o período pode ser ampliado.
"A mais alta autoridade militar é imediatamente responsável por manter a segurança", disse Najd. "O governo pediu ao Ministério do Trabalho e Transportes que tome as medidas necessárias para garantir as operações de importação e exportação, principalmente nos portos de Trípoli e Sídon."
A ministra de Pessoas Deslocadas, Ghada Shreim, afirmou que o gabinete libanês ordenou que os funcionários públicos envolvidos na explosão sejam colocados em prisão domiciliar "nos próximos dias".
"Há funcionários que ficarão em suas casas nos próximos dias, até a conclusão da investigação e divulgação das conclusões. A prisão domiciliar incluirá aqueles que tiveram participação no armazenamento, proteção e investigação do hangar 12 de 2014 até hoje", explicou Shreim.
Dia seguinte à tragédia
Líderes mundiais e organizações internacionais se unem para oferecer ajuda, e autoridades locais deram início a uma investigação sobre o caso. Nesta manhã, equipes focaram em tratar os feridos, buscar sobreviventes e mensurar a extensão dos danos.
O número de vítimas ainda deve aumentar ao longo do dia, disse o ministro da Saúde do país, Hamad Hassan, em entrevista a uma emissora local.
“Há muitos desaparecidos. As pessoas estão perguntando no departamento de emergências sobre seus parentes, e é difícil realizar as buscas durante a noite porque não há eletricidade. Estamos enfrentando uma catástrofe real e precisamos de tempo para calcular a extensão dos danos”, afirmou ele.
Segundo o presidente Michel Aoun, 2.750 toneladas de nitrato de amônio — substância usada em fertilizantes —, estavam armazenadas há seis anos no porto, sem medidas de segurança, o que pode ter causado o acidente. Ainda assim, até o momento, as autoridades não confirmaram oficialmente o que desencadeou a explosão.
"É como uma zona de guerra. Estou sem palavras", disse o prefeito de Beirute, Jamal Itani, ao inspecionar os danos. "É uma catástrofe para Beirute e o Líbano."
O ministro Hassan ressaltou que o país vive agora duas grandes crises: os estragos causados pela explosão e a pandemia do novo coronavírus. "É preciso que todos se engajem positivamente, de políticos, partidos políticos, autoridades a nações amigas e parceiras, porque sofremos com a falta de leitos e de equipamentos para ajudar os feridos e aqueles em condições críticas."
Estragos de bilhões de dólares
A explosão foi registrada às 18h07 (12h07 em Brasília) perto do porto de Beirute e do centro da cidade, próximo a muitas áreas populosas e turísticas, e causou estragos em toda a região, virando carros, quebrando vidros e destruindo casas.
Os danos chegaram a até 10 km do epicentro, segundo testemunhas. A explosão foi sentida até no Chipre, país localizado a 240 km de Beirute, e registrada como um terremoto de 3,3 graus de magnitude.
Segundo o governador de Beirute, Marwan Abboud, estima-se que os prejuízos causados pela explosão estejam entre US$ 3 bilhões e US$ 5 bilhões. "Quase metade de Beirute está destruída ou danificada", afirmou ele.
Além disso, cerca de 90% dos hotéis da capital libanesa sofreram danos, informou a agência de notícias estatal NNA.
Moradores descrevem a cidade hoje como semelhante a uma zona de guerra, e tentam superar as cenas vistas no dia anterior.
"Havia muitos mortos na rua, sirenes das ambulâncias, feridos desorientados, casas e prédios destruídos. Vi cadáveres na rua e tinha que esconder o rosto para não chorar, mas chorei por todo o caminho até em casa", disse a guia turística Nada Nammour.
"Estávamos em casa, não tínhamos saído ainda, estávamos em pé e a terra tremeu. Achamos que era um terremoto", contou Mohammed Al-Hassan, que mora no distrito de Dora.
Fonte: Portal Peperi
Homem é resgatado após ficar preso em pinheiro de 15 metros no interior de Campo Erê
Segunda via online da Carteira de Identidade já soma mais de mil emissões em SMO
Comarca e DPCAM terão mudanças em SMO com promoção de delegados
São João do Oeste realiza campanha para pacientes respeitarem agendamentos
Bônus Agrícola de 2025 será pago em conta aos produtores de Itapiranga
Dois lobos-guará morrem em menos de sete dias em Santa Catarina
Sine tem 382 vagas de emprego abertas em São Miguel do Oeste
Período de inscrições para concurso da Educação de SC termina nesta terça-feira
Câmara de SMO debate em audiência pública déficit habitacional e encaminha grupo para buscar soluções
PF mira esquema de cigarros eletrônicos e celulares contrabandeados em Chapecó
Aeroporto de SMO já tem data para retomada de voos
Idoso confunde pedais e bate carro em loja no centro de SMO