A diretora da escola estadual básica Januária Teixeira da Rocha, no bairro Campeche, em Florianópolis, morreu após ser golpeada com uma faca, na tarde desta quarta-feira (19). Elenir de Siqueira Fontão, 49 anos, foi agredida pelo ex-companheiro dentro do banheiro da escola.
De acordo com informações preliminares repassadas pelo delegado Gustavo Kremer, que está a frente da DPCAMI (Delegacia Especializada de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso) em Florianópolis, o autor do crime já foi identificado e preso.
Trata-se do ex-companheiro da vítima, que já responde por outros processos de agressões contra mulheres. Ele foi detido e levado ao hospital por ter sofrido algumas lesões provocadas por pessoas que testemunharam o crime.
Por conta disso, o crime está sendo tratado como um feminicídio.
Luta corporal no banheiro
Conforme relato do Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina e do Grupo de Resposta Aérea de Urgência do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), o caso aconteceu por volta das 17 h.
O casal teria tido um confronto no banheiro da escola, durante o qual a diretora levou dois golpes de faca no lado esquerdo do pescoço. Ela também teria desferido um golpe por arma branca, não identificada, na barriga do agressor.
Moradores do entorno ouviram os gritos e seguraram o agressor, mas não conseguiram salvar a mulher. Na sequência, a polícia chegou e prendeu o homem.
Elenir sofreu uma parada cardiorrespiratória e foi atendida por uma enfermeira que estava no local e iniciou o procedimento de ressuscitação cardiopulmonar. Por volta das 17h30, a equipe do Arcanjo 1 foi acionada.
De acordo com o médico da equipe de saúde, a diretora perdeu muito sangue, o que acabou levando ao óbito, constatado às 18 h.
Quinto feminicídio do ano
Este é o quinto feminicídio registrado em Santa Catarina em 2020. Segundo o comandante geral da PMSC, coronel Araújo Gomes, há uma diminuição de 50% em relação aos números do mesmo período no ano passado, quando foram contabilizados dez assassinatos de mulheres no Estado.
“Fizemos um levantamento prévio e constatamos que a vítima já havia registrado boletim de ocorrência contra o agressor, por violência doméstica. No entanto, ela não fazia parte da rede Catarina que dá proteção e acompanha as mulheres vítimas de violência”, afirma o comandante.
Na avaliação de Araújo Gomes, a redução dos feminicídios ainda é tímida, mas significativa em termos de tendência. “Isso é fruto da atuação preventiva de diversas instituições como Assembleia Legislativa, Judiciário, Ministério Público, OAB e das polícias, em especial da Polícia Militar com o programa Catarina. Acreditamos que esse programa teria sim reduzido a probabilidade de que ela [a diretora] fosse vítima”, diz Gomes.
Fonte: Portal Peperi
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