Estudantes do curso de Direito de uma faculdade de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, tiveram os sonhos da festa de formatura frustrados depois que uma colega gastou o valor arrecadado para o evento — cerca de R$ 77 mil — em apostas on-line, como o Jogo do Tigrinho. A informação foi confirmada à turma pela própria suspeita, através de aplicativo de mensagens. A Polícia Civil investiga o caso.
A festa dos alunos do 10º período de Direito da Unidade Central de Educação Faem Faculdade (UCEFF), estava marcada para o dia 22 de fevereiro. Além da suspeita, de 31 anos, outros 14 alunos, que aparecem no Boletim de Ocorrência registrado no último dia 6 de fevereiro como vítimas, deveriam participar da celebração.
Em entrevista ao g1SC, uma das vítimas, Nicoli Bertoncelli Bison, de 23 anos, relatou que ela e os colegas ficaram sabendo que não havia mais dinheiro para a formatura no dia 27 de janeiro, a menos de um mês para o evento.
Passado o prazo da transferência do valor de R$ 76.992,00 que ainda faltava como pagamento, a empresa entrou em contato com os estudantes para informar que a responsável pelo caixa da turma, ao ser cobrada, havia afirmado ter perdido todo valor em jogos de apostas on-line.
Os membros da comissão de formatura, procuraram a suspeita, que confirmou a informação através de um grupo de aplicativo de mensagens.
“Eu perdi todo o dinheiro da formatura. Me viciei em apostas on-line, Tigrinho e afins, e quando perdi todo o dinheiro que eu tinha guardado, comecei a usar o da formatura para tentar recuperar. E aí, cada vez mais fui me afundando no jogo e em dívidas, até que perdi todo o valor. Toda a vez eu acreditava que ia conseguir recuperar e dar um jeito na situação, mas cada vez foi pior”, diz parte da mensagem enviada pela suspeita aos colegas.
Nicoli contou que a colega sempre pareceu engajada na organização da formatura e que ninguém desconfiou dela.
— Não havia como a gente suspeitar dela, porque ela mostrou até o último segundo que estava tudo bem. Quem ia imaginar que, em um mês, o nosso sonho ia por água abaixo? Nunca passou pela nossa cabeça — comentou a estudante.
A Polícia Civil informou que trabalha com duas linhas de investigação: apropriação indebita ou estelionato. Todos os envolvidos devem ser ouvidos nos próximos dias. Além disso, a polícia disse também que encaminhou representação à Justiça para rastrear e, se possivel, recuperar o valor supostamente desviado.
A universidade e a empresa responsável pela organização da festa foram procurados pelo g1SC, mas não houve retorno. A mulher que está sendo investigada disse que se manifestará em breve.
Novos planos para a formatura
Do valor total do contrato com a empresa, a turma de Direito da UCEFF havia repassado à empresa apenas R$ 2 mil como forma de adiantamento, conforme consta no Boletim de Ocorrência.
Os estudantes relataram que começaram a arrecadar o dinheiro para a formatura há cerca de três anos, por meios próprios e realização de eventos. Com o caixa zerado, os estudantes buscam, agora, arrecadar mais dinheiro para conseguir realizar a festa em maio. Para isso realizam vaquinha on-line e eventos.
Fonte: Portal Peperi
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