As ações de prevenção à Varíola dos Macacos serão intensificadas em Santa Catarina. O trabalho é tornar a medida de identificação e isolamento dos pacientes o mais eficiente possível para evitar que a doença chegue aos públicos mais vulneráveis e quadros graves, como, crianças, gestantes e imunocomprometidos.
Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira, 28, o superintendente de Vigilância em Saúde, Eduardo Macário, o diretor da Dive, João Fuck e o médico infectologista, Fábio Gaudenzi, anunciaram a estratégia de enfrentamento para a prevenção e controle da doença no estado.
Eduardo Macário afirmou que a Diretoria de Vigilância Epidemiológica considera comunitária a transmissão da varíola dos macacos, ou seja, quando não é mais possível identificar a origem da infecção, o que reforça a necessidade de elevar o nível de alerta para a população com relação à prevenção e identificação.
Entre as medidas anunciadas no enfrentamento à Varíola dos Macacos em Santa Catarina está a maior sensibilidade dos serviços de saúde na detecção de casos suspeitos e consequentemente assistência, isolamento e rastreamento dos contatos, alerta aos profissionais de saúde que atendem casos de Infecções Sexualmente Transmissíveis, elaboração de informe para os profissionais de saúde sobre as principais características da doença e orientações sobre a notificação e parceria com as ONGs para sensibilização e discussão de ações conjuntas na detecção de casos suspeitos.
Até o momento, foram notificados 32 casos de varíola dos macacos em Santa Catarina. Destes, 10 foram descartados, 16 permanecem em investigação e seis foram confirmados, sendo um caso importado que, embora tenha sido notificado por Santa Catarina, é residente no estado de São Paulo e cinco residentes em Santa Catarina, nos municípios de Leoberto Leal, Florianópolis e Joinville.
De acordo com o diretor da Dive, João Fuck, os casos têm se concentrado em adultos jovens, na faixa dos 20 a 39 anos e a maior parte apresenta lesões cutâneas, mas também apresentam dor de garganta, fraqueza, dor de cabeça, febre e dores no corpo.
A transmissão se dá, principalmente, por contato próximo, pessoal, muitas vezes pele a pele, como: contato direto com erupção cutânea, feridas ou crostas das lesões; contato com objetos, tecidos, roupas, roupas de cama ou toalhas, e superfícies que foram usadas por alguém com a infecção, através de gotículas respiratórias ou fluidos orais de uma pessoa infectada.
A transmissão entre parceiros sexuais também tem ocorrido devido ao contato íntimo com lesões cutâneas infecciosas durante o ato sexual. No entanto, a doença não é considerada uma infecção sexualmente transmissível.
No início, sintomas como dor de cabeça, febre, calafrios, dor de garganta, mal-estar, fadiga e aumentos nos linfonodos podem ocorrer. Logo depois vem as erupções cutâneas que costumam iniciar no rosto e se espalhar para as demais partes do corpo. O período de incubação é de 6 a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias e os sinais e sintomas duram de 2 a 4 semanas.
A transmissão ocorre desde 48h antes do início dos sintomas e até o desaparecimento completo das lesões.
Fonte: Portal Peperi
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