Epagri identifica enfezamento da cigarrinha do milho em lavouras da região

Por Ricardo do Nascimento, Itapiranga

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Epagri identifica enfezamento da cigarrinha do milho em lavouras da região
Foto: Jaelson Lucas / AEN

Vírus e bactérias que transmitem doenças nas plantações de milho estão com maior intensidade na cigarrinha do milho na região. A média populacional da cigarrinha-do-milho em Oeste de Santa Catarina recuou em comparação com o último levantamento realizado pelo programa Monitora Milho SC. O problema está na constatação do aumento de insetos contaminados, que gera maior risco para as lavouras.

De acordo com o Agrônomo da Epagri de Itapiranga Adriano Kraemer, alguns fatores influenciaram nesta situação. Ele cita a redução de geadas neste ano, que favoreceu o desenvolvimento das cigarrinhas e a falta de manejo correto integrado do milho voluntário, que fica na lavoura após a safra e não é eliminado. “Os produtores precisaram se adaptar e conviver com a praga da cigarrinha” afirma.

Kraemer alerta para cuidados que iniciam com escolha das sementes e monitoramento no início do desenvolvimento da lavoura. O Extensionista reforça que todos os produtores precisam fazer sua parte no controle integrado, caso contrário a cigarrinha se alastra novamente.

O enfezamento foi constado em armadilhas mantidas pelo Monitora Milho SC em Tunápolis e São Miguel do Oeste. Nestes locais os técnicos fazem semanalmente a coleta e enviam para o laboratório para contagem e testes da presença de vírus e bactérias que causam doenças no milho. Nesta semana a coleta detectou presença de patógenos nas cigarrinhas.

Segundo Adriano Kraemer, a recomendação é que os produtores realizem o monitoramento das lavouras desde a emergência das plantas, eliminem o milho tiguera e adotem o manejo preventivo.

“Se elas estiverem presentes, faz um tratamento químico ou um biológico, ou vai alternando os dois. Porque é exatamente nesse início do estágio, até a planta de milho ter oito, dez folhas, é o estágio mais crítico. E se a cigarrinha atacar com intensidade nesse estágio, as perdas são muito grandes. Então o controle precisa ser feito já desde o início” conclui.

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