Empresários catarinenses demonstram preocupação com o avanço, no Congresso, da proposta de emenda constitucional (PEC) que prevê o fim da jornada de trabalho 6×1. Em nota oficial, a Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc) alerta que a medida pode elevar custos operacionais das empresas e gerar reflexos diretos no preço de produtos e serviços, sem previsão de compensações econômicas.
Segundo a entidade, o impacto tende a ser mais intenso em Santa Catarina, onde 71% dos trabalhadores formais possuem contratos entre 41 e 44 horas semanais, percentual acima da média nacional.
A Facisc e suas associações afiliadas afirmam acompanhar com preocupação o avanço da proposta no Senado Federal, que prevê a redução da jornada de trabalho sem redução salarial. Para a federação, a proposta impõe aumento imediato de custos às empresas sem análise técnica aprofundada dos impactos econômicos, nem debate amplo com o setor produtivo.
Diante do cenário, a entidade informou ter solicitado aos representantes catarinenses no Congresso Nacional posicionamento contrário à proposta, com o objetivo de preservar empregos formais e o desenvolvimento econômico estadual.
A Facisc destaca que o setor produtivo já enfrenta elevada carga tributária e os efeitos da implementação da reforma tributária. A combinação desses fatores, somada à possível mudança na escala de trabalho, criaria um ambiente de forte pressão sobre as empresas, com reflexos em investimentos e competitividade.
A entidade avalia ainda que o aumento de custos tende a ser repassado ao consumidor, pressionando a inflação e reduzindo o poder de compra da população, com impacto no comércio, nos serviços e na arrecadação municipal.
Em Santa Catarina, cerca de 2,6 milhões de trabalhadores possuem carteira assinada, e o mercado formal é apontado como um dos pilares do crescimento econômico do estado.
A federação afirma ser favorável a avanços nas relações de trabalho e na qualidade de vida da população, mas defende que mudanças estruturais dessa magnitude sejam precedidas de estudos técnicos, análise de impactos econômicos e diálogo com o setor produtivo.
A Facisc reforça que continuará atuando em defesa do equilíbrio nas relações trabalhistas, da geração de empregos e de um ambiente econômico que permita crescimento sustentável.
Fonte: Portal Peperi
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