O preço do diesel em Santa Catarina manteve a escalada das últimas semanas e permaneceu com valor médio de R$ 7,52 na última semana. O valor é o mesmo da semana anterior e representa um aumento de 23% desde o início da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã — o conflito afetou a logística mundial de petróleo e impacta nos preços em todo o globo.
Os dados são das pesquisas semanais da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e foram divulgados no final de semana. O preço do diesel em SC ainda permanece no maior valor registrado neste ano. Entidades do setor apontam que o principal motivo é justamente o conflito no Irã e os reflexos sobre o transporte de petróleo da região.
No Brasil, a pesquisa mostrou que o preço médio do diesel caiu pela primeira vez desde o início da guerra no Oriente Médio. Apesar de uma redução de apenas dois centavos no valor médio nacional (de R$ 7,45 para R$ 7,43), o resultado foi atribuído a medidas como a redução de impostos anunciada pelo governo federal e um aumento na fiscalização sobre as distribuidoras.
O que explica a alta do diesel em SC?
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Santa Catarina (SC Petro), Luiz Antônio Amin, avalia que a flutuação está acompanhando o mercado internacional, instável justamente pela guerra e pelo fechamento do Estreito de Ormuz, canal por onde passa 20% do petróleo consumido no mundo.
— Se houve aumento no posto, é porque o revendedor recebeu o combustível com aumento. Mesmo com políticas anunciadas pelo governo, como redução de impostos, o diesel continua subindo. A gente torce para não faltar [diesel] e espera que essa questão do conflito se resolva o mais rápido possível — afirma o dirigente.
Desde o início do conflito, o preço do barril de 70 dólares para 118 dólares — nesta segunda-feira, fechou o dia avaliado em 98 dólares.
O presidente do Sindicato dos Postos de Combustíveis da Região de Florianópolis (Sindópolis), Vicente Santana, também afirma que o patamar elevado do preço do diesel em SC é reflexo da guerra no Irã, já que o Brasil importa cerca de 30% do combustível consumido.
O diesel é uma preocupação a mais porque é o principal combustível usado no transporte de alimentos e mercadorias. Por isso, uma disparada do combustível poderia representar risco de um efeito cascata em preços e na inflação.
Fonte: NSC Total
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