Depois de abrir 2023 com a primeira alta em 10 meses, a taxa de desemprego no Brasil voltou a subir e atingiu 8,6% dos trabalhadores no trimestre encerrado em fevereiro. Apesar da oscilação positiva, o percentual corresponde à menor taxa para o período desde 2015, 7,5%.
Com o movimento, a quantidade de profissionais ainda fora da força de trabalho equivale a 9,2 milhões de pessoas, segundo números apresentados nesta sexta-feira, 31, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
O aumento de 5,5% no número de desocupados representa um acréscimo de 483 mil pessoas à procura por trabalho no Brasil.
Adriana Beringuy, coordenadora de trabalho e rendimento do IBGE, afirma que o aumento da desocupação ocorreu após seis trimestres de quedas significativas seguidas. Ela reforça que a melhora do mercado de trabalho foi muito influenciada pela recuperação no período pós-pandemia.
O trimestre compreendido entre os meses de dezembro e fevereiro também foi marcado pela queda em 1,6%, o equivalente a 1,6 milhão de pessoas, do quadro de profissionais no mercado de trabalho. Com a variação, o nível de ocupação, percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, chegou a 56,4%, queda de um ponto percentual na comparação com os três meses anteriores.
O empregado sem carteira no setor público, o empregado sem carteira assinada no setor privado e o trabalhador por conta própria com CNPJ foram as categorias que mais perderam postos no trimestre encerrado em fevereiro.
O número de empregados com carteira assinada no setor privado, por sua vez, ficou estável após seis trimestres consecutivos de crescimento significativo. O número vai em linha com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, que mostra um saldo positivo de contratações formais no início deste ano.
Ainda na comparação com o trimestre anterior, houve redução de 206 mil pessoas na categoria dos empregadores, que agora soma 4,1 milhões de pessoas. Já o número de trabalhadores domésticos ficou estável e é estimado em 5,8 milhões. A taxa de informalidade também ficou estável no trimestre, 38,9%.
No mesmo período, não houve crescimento de ocupação em nenhum dos setores pesquisados, sendo que quatro deles tiveram retração no período, sendo, administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, indústria geral, agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura e outros serviços.
Fonte: Portal Peperi
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