A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) aprovou nesta quarta-feira, 10, um projeto que amplia as penalidades administrativas para casos de maus-tratos contra animais praticados por menores de idade. Conhecido como “Lei Orelha”, o texto é do deputado estadual Mário Motta (PSD) e foi apresentado em referência ao cão comunitário morto em Florianópolis no início deste ano, em um caso que provocou grande repercussão em todo o estado e até no Brasil.
O projeto altera dispositivos do Código Estadual de Proteção aos Animais e agora segue para sanção do governador Jorginho Mello (PL). Entre as mudanças previstas está a responsabilização de pais, tutores ou responsáveis legais quando os maus-tratos forem cometidos por menores de idade ou pessoas incapazes.
O texto também aumenta as multas aplicadas aos infratores. A penalidade será dobrada quando a agressão causar lesão grave ao animal e triplicada nos casos em que houver morte.
Outra medida estabelece que, se o agressor fizer parte da mesma família responsável pelo animal, o acúmulo das sanções poderá resultar na retirada definitiva do animal daquele núcleo familiar, com encaminhamento para adoção por uma nova família apta a garantir seu bem-estar.
Mário Motta afirmou que a aprovação representa um avanço na proteção animal em Santa Catarina, mas defendeu mudanças também na legislação federal.
“A Lei Orelha responde a uma demanda da sociedade catarinense por mais responsabilidade e mais proteção aos animais. No entanto, continuaremos trabalhando junto a deputados federais e senadores para buscar alterações no Estatuto da Criança e do Adolescente e no Código Penal, de forma que as consequências para quem pratica maus-tratos sejam mais rigorosas também na esfera criminal”, destacou o parlamentar.
CPI do Caso Orelha
Além da aprovação da Lei Orelha, Motta segue mobilizando apoio para a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Caso Orelha. O requerimento protocolado na Alesc pretende apurar possíveis inconsistências na investigação sobre a morte do cão comunitário e está a uma assinatura do número mínimo necessário para ser instalado.
“O arquivamento do caso pelo Ministério Público demonstrou que há inconsistências que precisam ser explicadas. O nosso objetivo nunca foi apontar culpados previamente, mas garantir que todos os questionamentos levantados ao longo desse processo sejam respondidos de forma transparente”, afirmou o deputado.
Principais pontos da Lei Orelha
- Responsabiliza pais, tutores e responsáveis legais quando os maus-tratos forem praticados por menores de idade ou pessoas incapazes.
- Multas serão dobradas nos casos em que a agressão causar lesão grave ao animal.
- Penalidades serão triplicadas quando os maus-tratos resultarem na morte do animal.
- Animal poderá ser retirado definitivamente da família responsável quando o agressor fizer parte do mesmo núcleo familiar.
- O animal resgatado poderá ser encaminhado para adoção por uma nova família.
- O projeto foi aprovado pela Alesc e aguarda sanção do governador de Santa Catarina.
São Miguel do Oeste promove noite de conscientização e valorização da vida no Setembro Amarelo
Bierwagen leva grande público à avenida no segundo dia de Kerbfest 2026, em Iporã do Oeste
Polícia conclui que falha humana causou acidente com ônibus que matou quatro na SC-492
Temporal causa estragos em residências de Itapiranga
Paraíso conquista SISBI e abre mercado nacional para produtos locais
Fachin determina envio de documentos do caso Master em até 24 horas
São Miguel do Oeste terá voos para Florianópolis com escala em Correia Pinto
JCI promove mutirão do Dia Mundial da Limpeza neste sábado em SMO
Iporã do Oeste conquista primeiro lugar no IDEB dos Anos Finais
Reunião da IGR Caminhos da Fronteira aborda Reforma Tributária em Itapiranga
São João do Oeste é homenageado por destaque no IDEB 2025
Justiça autoriza prisão domiciliar para mulher condenada por fingir ter 12 anos