O Superior Tribunal de Justiça (STJ) começa a ouvir na manhã desta quinta-feira, 11, testemunhas de acusação e de defesa do processo administrativo disciplinar (PAD) que apura a conduta do ministro catarinense Marco Buzzi, suspeito de importunação sexual contra duas mulheres. As informações são do portal g1.
No total, 20 testemunhas de defesa e acusação devem prestar depoimento. Entre elas estão os pais da jovem que fez a primeira denúncia contra Buzzi, em caso que teria ocorrido quando a família passava férias na casa de praia do magistrado, em Balneário Camboriú. Além disso, servidores do gabinete de defesa do ministro também devem ser ouvidos.
A maioria das testemunhas a serem ouvidas foi listada pela própria defesa do ministro, que indicou 16 pessoas. Entre elas estariam indivíduos que estavam perto do local onde a primeira jovem afirma ter sido assediada. Parte dos depoimentos deve ocorrer em formato on-line.
A comissão responsável pelo processo administrativo que apura o caso, liderada pelo ministro Luis Felipe Salomão, será a responsável por ouvir as testemunhas.
Os processos contra Marco Buzzi
O processo administrativo disciplinar foi aberto em abril, após decisão tomada por unanimidade no plenário do STJ. Buzzi está afastado do cargo de ministro desde fevereiro, quando teve início uma apuração preliminar. Ao fim da investigação, os ministros elaboram um relatório que pode propor punições, como a aposentadoria compulsória do ministro.
Paralelamente, Buzi também é alvo de uma apuração no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e de um inquérito criminal no Supremo Tribunal Federal, que tem relatoria do ministro Kassio Nunes Marques.
O primeiro caso em que Buzzi é acusado de importunação sexual é o de uma jovem que afirma ter sido tocada pelo ministro dentro do mar, na praia do Estaleirinho, em Balneário Camboriú. O caso ocorreu em janeiro deste ano e ela registrou um boletim de ocorrência.
Após a divulgação do caso, uma ex-funcionária terceirizada do gabinete de Buzzi também narrou situações em que o ministro teria a assediado, segurado pelos braços e feito comentários inapropriados. Os casos teriam ocorrido entre 2023 e 2025.
O que diz o ministro
Os advogados de Marco Buzzi negam que o ministro tenha cometido os crimes. Em nota enviada à reportagem, a defesa apontou que os depoimentos que iniciam hoje devem ajudar a esclarecer o caso. Veja a íntegra da nota abaixo:
NOTA
A defesa do ministro Marco Buzzi reafirma sua confiança de que a análise integral das provas, principalmente após as oitavas que têm início hoje, conduzirá ao reconhecimento da inocência do ministro e ao consequente afastamento das injustas acusações.
Fonte: NSC Total
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