A descompactação da tabela salarial do magistério será o principal ponto da pauta de reivindicações do Sinte-SC (Sindicato dos Trabalhadores em Educação) em 2026. A confirmação é da presidente da entidade, Elivane Sechi, que reforça que essa é uma demanda antiga da categoria, mas que, até agora, teve poucos avanços concretos.
Segundo Elivane, o governo do Estado já chegou a chamar o sindicato para negociar o tema, mas não apresentou uma proposta oficial. O problema, segundo ela, está na forma como a carreira do magistério está estruturada, os professores iniciam recebendo o piso nacional do magistério, mas praticamente não há progressão salarial, o que desestimula a permanência na profissão.
A presidente explica que a diferença entre o primeiro e o último nível da carreira no magistério estadual é muito pequena, o que torna a trajetória profissional pouco atrativa para quem permanece muitos anos na rede estadual.
O Sinte já apresentou uma proposta ao governo para iniciar a construção de um novo plano de carreira, mas ainda aguarda resposta. Elivane antecipou que a entidade pretende intensificar a mobilização já no início do ano, e que há um clima de insatisfação crescente entre os trabalhadores da educação.
A primeira reunião do Conselho Deliberativo do Sinte em 2026 será nos dias 28 e 29 de janeiro, no município de Campos Novos. Nesse encontro, serão definidas as ações e atividades para o ano, com foco em pressionar o governo a abrir negociações reais sobre a tabela salarial. A presidente também lembrou que, na última assembleia realizada em 2025, a categoria apontou para a possibilidade de greve, caso não haja avanços na pauta da descompactação.
Fonte: Portal Peperi
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