A doença "mão-pé-boca" é uma enfermidade contagiosa causada por vírus. Embora possa acometer também os adultos, ela é mais comum na infância, antes dos cinco anos de idade.
O nome da doença se deve ao fato de que as lesões aparecem mais frequentes em mãos, pés e boca.
Conforme a diretora do Centro de Educação Infantil de Tunápolis, Linessa Knorst, o primeiro alerta surgiu na semana passada. Neste segunda-feira, 25, a Vigilância Sanitária já fez notificação em virtude do registro de quatro casos. Até a tarde de quarta-feira, 27, foram confirmados 11 casos de crianças diagnosticadas com a doença "mão-pé-boca."
Primeiro foram suspensas as aulas nas turmas um e dois e na sequência foi preciso dispensar também as crianças das turmas três e quatro. A diretora explica que nesta semana não terá mais atividade e ainda com o feriadão prolongado, as aulas serão retomadas somente no dia 03 de novembro.
A Vigilância Sanitária solicitou higienização rigorosa na escola e as famílias também foram informadas sobre a necessidade de cuidado. A diretora alerta os familiares para ficarem atentos ao surgimento de sintomas para procurarem atendimento médico e comunicar a creche sobre o registro de casos da doença.
Sintomas:
– febre alta nos dias que antecedem o surgimento das lesões;
– aparecimento, na boca, amídalas e faringe, de manchas vermelhas com vesículas
branco-acinzentadas no centro que podem evoluir para ulcerações muito
dolorosas;
– erupção de pequenas bolhas em geral nas palmas das mãos e nas plantas dos
pés, mas que pode ocorrer também nas nádegas e na região genital;
– mal-estar, falta de apetite, vômitos e diarreia;
– por causa da dor, surgem dificuldade para engolir e muita salivação.
Transmissão:
A transmissão se dá pela via fecal/oral, através do contato direto entre as
pessoas ou com as fezes, saliva e outras secreções, ou então através de
alimentos e de objetos contaminados. Mesmo depois de recuperada, a pessoa pode
transmitir o vírus pelas fezes durante aproximadamente quatro semanas. O
período de incubação oscila entre um e sete dias. Na maioria dos casos, os
sintomas são leves e podem ser confundidos com os do resfriado comum.
Tratamento:
Ainda não existe vacina contra a doença mão-pé-boca. Em geral, como ocorre com
outras infecções por vírus, ela regride espontaneamente depois de alguns dias.
Por isso, na maior parte dos casos, tratam-se apenas os sintomas. Medicamentos
antivirais ficam reservados para os casos mais graves. O ideal é que o paciente
permaneça em repouso, tome bastante líquido e alimente-se bem, apesar da dor de
garganta.
Recomendações:
– nem sempre a infecção pelo vírus Coxsackie provoca todos os sintomas
clássicos da síndrome. Há casos em que surgem lesões parecidas com aftas na
boca ou as erupções cutâneas; em outros, a febre e a dor de garganta são os
sintomas predominantes;
– alimentos pastosos, como purês e mingaus, assim como gelatina e sorvete, são
mais fáceis de engolir;
– bebidas geladas, como sucos naturais, chás e água são indispensáveis para
manter a boa hidratação do organismo, uma vez que podem ser ingeridos em
pequenos goles;
– lembre-se sempre de lavar as mãos antes e depois de lidar com a criança
doente, ou levá-la ao banheiro. Se ela puder fazer isso sozinha, insista para
que adquira e mantenha esse hábito de higiene mesmo depois de curada;
– evitar, na medida do possível, o contato muito próximo com o paciente (como
abraçar e beijar);
– cobrir a boca e o nariz ao espirrar ou tossir;
– manter um nível adequado de higienização da casa, das creches e das escolas;
– não compartilhar mamadeiras, talheres ou copos;
– afastar as pessoas doentes da escola ou do trabalho até o desaparecimento dos
sintomas (geralmente 5 a 7 dias após início dos sintomas);
– lavar superfícies, objetos e brinquedos que possam entrar em contato com
secreções e fezes dos indivíduos doentes com água e sabão e, após, desinfetar
com solução de água sanitária diluída em água pura (1 colher de sopa de água
sanitária diluída em 4 copos de água limpa);
– descartar adequadamente as fraldas e os lenços de limpeza em latas de lixo
fechadas.
Fonte: Portal Peperi
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