A Creche Turminha Feliz, acusada de manter crianças em canil, distribuir pouca comida, e deixar crianças dormindo no chão, se manifestou nesta sexta-feira, 20. O Portal ND+ já tinha entrado em contato na última quinta-feira, 19, quando a matéria foi ao ar, mas só foi respondido agora.
Em nota enviada pelo advogado responsável pela defesa do local, Wandergell Leiroza, o profissional diz que sua cliente é “totalmente inocente”.
Segundo ele, não há castigos nem maus-tratos no local. A creche é acusada por uma ex-professora e pais e responsáveis pelos alunos, de trancar crianças em canis, e dividir pouco alimento entre quatro turmas.
“Não há castigo, não há maus-tratos, o local onde as crianças ficam é uma casinha aberta, onde todos brincam, entram e saem quando quiserem, e os pais têm total conhecimento do ambiente escolar”, disse em nota o advogado.
A defesa diz ainda que os vídeos foram orquestrados por uma mulher que passou pela creche, se dizendo professora e que queria trabalhar ali.
“Ela ficou apenas três dias. Saiu porque as crianças não se adaptaram com ela, então ele fez a montagem de fotos e já pré-articulada com outros personagens, que estão sendo identificados, começaram o vandalismo para conseguirem seu intento, fechar o estabelecimento”, disse.
Já o advogado responsável pelo processo dos pais contra a dona da creche, respondeu que:
“Neste momento estamos na fase de inquérito, a defesa da creche tem todo o direito de ampla defesa e contraditório, mas contra fatos não há argumentos, temos fortes indícios de autorias e materialidade. Os fatos ocorridos já vinham acontecendo a anos, outras mães já estão se manifestando contra os maus tratos sofridos pela referida creche, tudo vai ser provado na fase de instrução processual”, disse, Tiago Souza.
O outro lado
De acordo com o advogado, a primeira denúncia das agressões foi gravada por uma ex-funcionária.
O boletim de ocorrência foi registrado no dia 12 de janeiro. No documento a funcionária diz que no café da manhã, bananas e uma maçã picadas eram divididas entre 17 crianças. Já no almoço, os pequenos precisavam dividir uma única marmita entre quatro turmas.
A proprietária da creche, acusada de fazer as agressões, chegou a ser encaminhada para a Delegacia de Polícia Civil e prestou depoimento, e foi liberada em seguida. O delegado considerou não ter provas suficientes para deixar a mulher presa.
O advogado da mulher afirma que “não se pode fazer o que fizeram. Acabaram com uma empresa e família, e prejudicaram a comunidade que precisava da creche”.
Mãe de autista relata abuso
De acordo com uma mãe, que pediu para não ser identificada, seu filho de apenas quatro anos era trancado em um canil atrás da escola.
A criança estava trancada no canil com outros colegas quando “fazia algo errado”. A criança possui doenças como autismo, microcefalia, atraso no desenvolvimento verbal e paralisia cerebral, dificultando a comunicação dos abusos para os pais.
“Meu filho foi filmado dormindo no chão. Além do canil, eles deixavam ele no chão próximo ao banheiro. Ele já chegou em casa chorando algumas vezes, mas nunca entendi muito bem porque ele tem dificuldade de se comunicar e não conseguiria me pedir ajuda”, conta a mãe.
A mãe conta que faz apenas quatro meses que o menino está matriculado no local, mas que os episódios de choros são constantes.
“Ele chorava para ir e chorava para voltar. Mas eu preciso trabalhar para sustentá-lo, não tinha onde deixar”, finaliza.
O Conselho Tutelar levou o caso à polícia, após ter recebido mensagens de denúncias de maus tratos, inclusive com vídeos e fotos, nas quais crianças — que supostamente estariam na creche — teriam sido submetidas a situações de negligências e maus tratos. Nas imagens, elas aparecem presas em um canil.
O órgão tentou fazer uma vistoria no local, na segunda-feira (16), mas a creche estava fechada, com alguns vidros das janelas e brinquedos quebrados. Vizinhos do estabelecimento informaram que houve um conflito no local, após os pais — que estavam revoltados — buscarem os filhos.
Os conselheiros tutelares levaram as denúncias à Polícia Civil, que passou a investigar.
O que diz a secretaria de educação
Conforme nota da prefeitura, a creche, considerada irregular, não está mais em funcionamento.
Ainda segundo a nota, na última segunda-feira os profissionais do Conselho Tutelar, da Vigilância Sanitária e do Conselho Municipal de Educação de São José estiveram na creche para inspecionar o local após denúncias. Contudo, encontraram o local vazio, sem atendimento.
O documento salienta ainda que a polícia foi comunicada e investiga as possíveis irregularidades e responsabilidades.
Fonte: Portal Peperi
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