A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigou uma operação policial que resultou na morte de Gilmar Rodrigues, em Iporã do Oeste, no mês de janeiro. A informação foi confirmada pelo delegado, Sandro Zancanaro. De acordo com ele, tudo começou com a prestação de socorro por parte do Corpo de Bombeiros e terminou em uma ação com morte por parte da Polícia Militar.
O delegado destaca que diante dos fatos, foi instaurado um inquérito para ouvir diversas pessoas, o IML e IGP, além da análise dos vídeos das câmeras corporais utilizadas pelos Policiais Militares durante a ação. O delegado destaca que a conclusão final da investigação foi de que os Policiais Militares agiram em legítima defesa.
Sandro Zancanaro detalha que na noite do fato, a vítima acabou se machucando e apresentava um ferimento na cabeça. A esposa pediu ajuda dos Bombeiros, que ao chegarem ao local, foram informados pela própria esposa de que o homem estava transtornado, ameaçando cortar a cabeça de quem tentasse lhe fazer o curativo.
Diante da situação e por não possuírem equipamentos de contenção, os Bombeiros solicitaram o apoio da Polícia Militar, que procurou verbalizar com a vítima no sentido de que todos estavam no local para ajudá-lo, mas que em determinado momento, a vítima acabou saindo com um facão na mão, tentando agredir os Policiais, que então utilizaram a arma de choque e spray de pimenta, e mesmo assim não impediram a vítima de continuar avançando. Por conta disso, os Policiais efetuaram três disparos de arma de fogo contra o homem.
Os socorristas do Corpo de Bombeiros, após a ação da Polícia, chegaram a prestar atendimento à vítima, porém, não foi possível salvar o homem. O delegado da Polícia Civil destaca ainda que ouviu relatos da família, de que a vítima estava apenas tentando fugir e que mesmo assim, havia sido atingida pelos disparos. Ele observa que a consternação dos familiares é totalmente compreensível, no entanto, a investigação deixou claro que não foi isso que aconteceu e que os Policiais Militares tentaram de toda forma evitar o confronto, apelando para o último recurso que foram as armas de fogo, em legítima defesa.
O delegado informou que a Polícia Civil encaminhou o relatório da investigação para o Ministério Público de Mondaí no fim de fevereiro para a análise do fato e demais conclusões. O Ministério Público ainda pode pedir novas diligências, caso entenda que algum ponto precisa de maiores esclarecimentos. Após conclusão da análise dos dados, cabe ao Ministério Público propor denúncia contra os Policiais Militares ou pedir o arquivamento do processo, caso confirme que eles agiram em legítima defesa. A Polícia Militar informou, através de nota, que a corregedoria da instituição também concluiu a investigação interna de que os policiais agiram em legítima defesa, confira abaixo.
Fonte: Portal Peperi
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