Uma cobrança não autorizada por milhares de clientes nas contas de luz da Celesc chamou a atenção de consumidores em Santa Catarina. O acréscimo apareceu na conta de luz de maio, e foi de R$ 35, descrito como “Ser. Terc. Q19”. Diante das reclamações, a companhia se manifestou e afirmou os valores se referem a uma empresa conveniada chamada “Saúde Card Sul”. A Celesc admitiu que os valores foram cobrados indevidamente e que eles serão devolvidos aos consumidores já neste mês de junho.
O mesmo modelo de convênio é adotado com diversas entidades, como o Corpo de Bombeiros Voluntários, APAEs, Rede Feminina de Combate ao Câncer, hospitais filantrópicos, Fundação Pró-Rim, Legião da Boa Vontade, entre outras. Porém, neste caso específico, houve um acréscimo atípico no número de contribuições de um mês para o outro: os consumidores que teriam aceitado pagar os R$ 35 subiu de 160 para 22 mil: “diante do volume incomum de adesões e, principalmente, das manifestações de clientes alegando desconhecimento ou não autorização dos descontos, a Celesc decidiu encerrar imediatamente o convênio com a Saúde Card Sul”, afirma a companhia.
Tradicionalmente, segundo a Celesc, as empresas conveniadas precisam enviar uma autorização do titular da unidade consumidora, com CPF e assinatura ou gravação de voz. Neste caso específico, conforme alega a Celesc, a cobrança entrou na fatura por meio do modelo de troca de arquivo, em que a empresa conveniada envia mensalmente à Celesc uma lista com os consumidores que, segundo ela, autorizaram a cobrança: “A responsabilidade por obter essas autorizações é inteiramente da empresa conveniada. A Celesc não valida previamente cada uma, pois confia nas informações recebidas, como ocorre em convênios legítimos com diversas entidades há muitos anos”, diz a nota da companhia.
Além disso, para que uma cobrança desse tipo entre na fatura, é necessário que a empresa informe corretamente dois dados essenciais: o CPF do titular e o número da unidade consumidora (UC). O sistema da Celesc só aceita o débito se houver compatibilidade entre o CPF e a UC informados. Se os dados não baterem, a cobrança não é processada. Ou seja, para que a cobrança tenha sido incluída, a empresa teve acesso a dados específicos da fatura do cliente — o que levanta, agora, uma nova frente de apuração: como essa empresa obteve essas informações. Isso está sendo investigado, conforme a Celesc.
A empresa em questão já era conveniada desde 2017 e, quando houve um aumento expressivo de consumidores cobrados, a Celesc questionou. A resposta foi que houve reforço na equipe de vendas. Como não havia provas de irregularidade, a cobrança não foi bloqueada de imediato.
Dede constatado o erro, a companhia afirma que suspendeu as cobranças, bloqueou os repasses à empresa e iniciou a devolução integral dos valores — inclusive para quem, eventualmente, havia autorizado o débito. A partir desse episódio, a Celesc adotou novos controles: passou a exigir o envio de amostras de autorizações para conferência aleatória e a enviar avisos por e-mail a consumidores que forem incluídos em novos convênios. A Polícia Civil também foi avisada do caso para investigação.
Fonte: Portal Peperi
Cometa vence e garante primeiro lugar do grupo A do Estadual 2026
Aliança vence, classifica e dificulta a vida do Guarani
ET Fuso Parafusos e Ferramentas completa 3 anos de loja em São Miguel do Oeste
Corpo de Bombeiros orienta população sobre prevenção de engasgamento de bebês em São Miguel do Oeste
Retrato Falado da Rádio Peperi recebe Luiz Mendonça com 77 anos
Dentista de São Miguel do Oeste é destaque no Empresas e Empresários
Peperi Debates promove reflexão sobre maternidade na pós-modernidade
Cine Peperi Itapiranga exibe sessão adaptada a público com autismo
Mulher procurada por integrar facção criminosa é presa em São Miguel do Oeste
Regional de Educação de Itapiranga investe em grandes reformas nas escolas
Mulher morre em colisão frontal na SC-160 em Saltinho
Polícia Civil prende suspeito de homicídio de jovem baleado na cabeça em Campo Erê