Censo 2022 mostra onde estão os maiores rendimentos de trabalhadores em SC

Por Ricardo Orso, São Miguel do Oeste

Compartilhar
Censo 2022 mostra onde estão os maiores rendimentos de trabalhadores em SC
Foto: Divulgação, Agência Brasil

Os dados do Censo 2022 divulgados nesta quinta-feira, 9, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a renda média de trabalhadores catarinenses apontou as áreas em que estão os maiores rendimentos. Em Santa Catarina, a atividade do trabalho com os maiores valores foi a Administração pública, defesa e seguridade social, com R$ 5.498.

As áreas que apareceram em seguida foram a de eletricidade e gás (R$ 5.275) e de atividades imobiliárias (R$ 5.272). Já as atividades com menores remunerações médias em SC foram as de serviços domésticos (R$ 1.479) e de atividades administrativas e serviços complementares (R$ 2.211).

Em todas as áreas os rendimentos médios dos homens foi maior do que o das mulheres. No Estado, a diferença média foi de 33% entre as rendas deles e delas. Em áreas como a saúde humana e serviços sociais, essa discrepância chegou a 106,7%.

No total, Santa Catarina teve a terceira maior renda média de todo o país, com rendimento de R$ 3.391, atrás apenas do Distrito Federal (R$ 4.715) e São Paulo (R$ 3.460). O valor médio recebido pelos catarinenses também ficou acima dos rendimentos médios do Brasil, que ficaram em R$ 2.851. Petrolândia, no Alto Vale do Itajaí, teve a maior renda média do Estado e a quarta maior do país, com quase R$ 6 mil de rendimento médio às pessoas com mais de 14 anos ocupadas.

Remunerações médias por área em SC

- Administração pública, defesa e seguridade social: R$ 5.497,68

- Eletricidade e gás: R$ 5.275,39

- Atividades imobiliárias: R$ 5.272,42

- Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados: R$ 5.180,77

- Informação e comunicação: R$ 5.142,51

- Atividades profissionais, científicas e técnicas: R$ 5.087,54

- Saúde humana e serviços sociais: R$ 4.760,04

- Indústrias extrativas: R$ 4.128,43

- Atividades mal especificadas: R$ 3.826,50

- Educação: R$ 3.781,50

- Artes, cultura, esporte e recreação: R$ 3.746,01

- Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura: R$ 3.533,12

- Organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais: R$ 3.486

- Transporte, armazenagem e correio: R$ 3.267,09

- Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas: R$ 3.053,43

- Construção: R$ 2.994,38

- Indústrias de transformação: R$ 2.740,31

- Outras atividades de serviços: R$ 2.713,48

- Alojamento e alimentação: R$ 2.664,73

- Água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação: R$ 2.393,61

- Atividades administrativas e serviços complementares: R$ 2.211,73

- Serviços domésticos: R$ 1.478,50

- Média total: R$ 3.391,15

Trabalhadores por conta própria de SC têm maior renda do país

Quando analisada a posição da ocupação exercida pelos catarinenses, a função de empregador foi a que registrou maior rendimento em SC, com R$ 8.403 de renda média. Na comparação com os demais estados, no entanto, os empresários catarinenses ocupam somente a 14ª posição entre as maiores remunerações.

Entre os empregados, os que atuam no setor privado têm rendimento inferior aos que trabalham por conta própria. Nesta categoria de profissionais autônomos, a renda média chegou a R$ 3.592, o maior rendimento deste público entre todos os estados do país. Já os empregados do setor privado tiveram renda média de R$ 2.698.

Santa Catarina tem também lidera os estados com as maiores faixas de renda média mensal. É entre os catarinenses que está a maior proporção de pessoas que recebem mais de 1 salário mínimo. Na faixa mais alta, de pessoas que recebem mais de 1 a 5 salários mínimos, SC tem 77,1% das pessoas ocupadas com essa remuneração, 20 pontos percentuais a mais do que a média nacional que recebe acima desse patamar (57,1%).

Em contrapartida, SC tem a menor proporção de pessoas que recebem até um salário mínimo. São apenas 14% das pessoas nesta condição, contra 35,3% nesta faixa de renda em todo o país.

SC tem menor índice de desigualdade

Os dados do Censo 2022 também apontaram que SC tem a menor desigualdade de rendimentos do país, com o chamado Índice de Gini mais baixo entre todos os Estados do país. O índice é calculado a partir do grau de concentração de uma distribuição, em que 0 significa perfeita igualdade e 1, desigualdade máxima.

Após SC, Paraná (0,482) e Rio Grande do Sul (0,484) aparecem com os menores índices de desigualdade. O Índice de Gini nacional foi de 0,542.

Fonte: Portal Peperi

Fique por dentro das últimas novidades do Portal Peperi