Usando as suas redes sociais o comandante da Polícia Militar em Criciúma reclamou da legislação que permite a liberdade aos presos em flagrante pela PM. O tenente-coronel Mário Luiz se referiu a um elemento que foi preso por crimes de repercussão na cidade.
PUBLICAÇÃO DO COMANDANTE
A publicação do Na noite desse último dia 29 de janeiro de 2023 uma ocorrência policial em Criciúma retratou com fidelidade a nefasta realidade da segurança pública brasileira.
Um cidadão (iniciais FSF) foi preso em flagrante logo após ter subtraídos alguns bens de uma residência (furto).
O que causa perplexidade é o fato que esse mesmo cidadão havia sido preso pela PM no dia 18 de janeiro último (11 dias atrás). Na data dos fatos, o criminoso invadiu um condomínio e furtou alguns objetos. Apesar de preso em flagrante delito, FSF não permaneceu encarcerado.
Para realizar a prisão de FSF no dia 18, uma policial militar teve uma lesão no joelho. Logo após esse evento estive em alguns veículos de comunicação da cidade e afirmei que: “por mais paradoxal e bizarro que possa parecer, antes da policial se recuperar da lesão, o criminoso já estava em liberdade”. Agora vou ter que retificar minha fala: “antes da policial se recuperar, o criminoso já estava delinquindo novamente”!
Mas a insensatez não termina por aqui. A barbarie maior está no fato de que esse cidadão conta com nada menos que QUATORZE passagens policiais por furto em um espaço de tempo de pouco mais de um ano, tendo sido quatro vezes preso em flagrante delito por furto.
Nesse início de 2023 sentimos um aumento no número de furtos e roubos em Criciúma. A fim de restabelecer a ordem, a Polícia Militar vem realizando intensas operações para prevenção e repressão ao crime, contudo o caso ora narrado deixa evidente que outros atores devem ser chamados à responsabilidade pela segurança pública.
Nos últimos dias participei de algumas reuniões e rodas de discussões sobre a segurança pública em Criciúma com autoridades públicas, sociedade civil organizada e a imprensa Casos como este em tela ratifica o meu posicionamento: o problema está para além da ação policial, mas sim na certeza da impunidade.
Os honrados e abnegados policiais militares não esmorecerão com fatos como esses e continuarão cumprindo a suas missões com maestria, contudo é imprescindível que a algo seja feito, sob pena do caos se estabelecer.
Em 1764 um dos maiores criminólogos da humanidade, Cesare Beccarie, escreveu em sua célebre obra, Dos Delitos e Das Penas, que: “o que faz com que o criminoso não delinqua não é a severidade da punição, mas a certeza dela”. Essa afirmação nunca estava tão atual.
MÁRIO LUIZ SILVA Tenente-Coronel Comandante do 9º Batalhão
Fonte: Portal Peperi
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