O programa Retrato Falado deste sábado, 8, recebeu Gelain Normélio Barp, morador de São Miguel do Oeste há 71 anos. Em uma conversa marcada por lembranças e histórias de família, Gelain relembrou a infância, a chegada ao município, os desafios enfrentados na agricultura e a participação na comunidade da Canela Gaúcha.
Nascido em Vacaria, no Rio Grande do Sul, Gelain chegou a São Miguel do Oeste aos quatro anos de idade, acompanhado dos pais, Fiorindo Barp e Justina Sator Barp, e dos irmãos. A mudança foi feita em dois caminhões, um levando os animais e outro a mudança da família. Segundo ele, a viagem até o Extremo Oeste catarinense durou cerca de quatro dias, em estradas ainda sem pavimentação.
A família se estabeleceu na região da Canela Gaúcha, que, segundo Gelain, na época era marcada por grandes áreas de mata. O trabalho era essencialmente agrícola e envolvia toda a família. A produção começava com a derrubada da mata, seguida da queimada, plantio e colheita, em um período em que ainda não havia os recursos e tecnologias disponíveis atualmente no campo.
Gelain também recordou as dificuldades enfrentadas durante a infância. Ele estudou até os 12 anos e, aos 13, começou a trabalhar diretamente na agricultura, ajudando os pais na propriedade. Mesmo com as limitações de roupas, calçados e as condições climáticas, afirma que frequentava a escola sempre que possível. Entre as lembranças está a professora Jandira Câmara, que, segundo ele, teve papel importante em sua formação.
Ao longo da entrevista, Gelain também falou sobre as mudanças na convivência entre as famílias da comunidade. Ele lembrou dos encontros entre vizinhos, dos serões e das caminhadas feitas em grupo, além da forte participação dos jovens nas atividades comunitárias.
A história do esporte na Canela Gaúcha também fez parte da conversa. Gelain acompanhou a formação do Grêmio Canela Gaúcha e chegou a atuar como jogador nas equipes da comunidade. Ele recordou uma época em que havia grande participação dos jovens no futebol e até diferentes equipes dentro da comunidade.
Outro destaque da trajetória de Gelain é a participação religiosa e comunitária. Ele foi ministro por 23 anos, entre 1985 e 2008, ficou afastado por cerca de 15 anos e retornou à função há quase três anos, a pedido de amigos e integrantes da comunidade. Para ele, a convivência comunitária e a participação na igreja ajudam a tornar a vida mais leve.
Na vida pessoal, Gelain também contou como conheceu a esposa, Ilse Terezinha Barpi. Os dois se aproximaram por meio das atividades comunitárias. O casal está casado há 46 anos e tem duas filhas, além de uma neta.
Durante o programa, Gelain ainda relembrou momentos difíceis da vida familiar, como o período em que precisou acompanhar o pai em tratamentos de saúde em Florianópolis. O pai faleceu em 1981 e a mãe em 1994.
Ao final do Retrato Falado, Gelain deixou uma mensagem aos ouvintes.
"O tempo em que a gente vive, tentar fazer o melhor e viver bem, especialmente viver em paz com a família, com a comunidade. Tentar fazer o possível e viver bem", Afirmou.
Homem é preso por roubo de caminhonete em Descanso após investigação da Polícia Civil
APAE de Itapiranga tem ampla programação para celebrar 40 anos de atividades
Primeiro encontro de Dachshund acontece neste sábado em São Miguel do Oeste
PM apreende armas e drogas e prende dois homens em Flor do Sertão
Eleitores com deficiência podem solicitar transporte gratuito para votar em SC
Liquida Cedro amplia atrações e reúne veículos, implementos e instituições bancárias
Sulcredi Âmplea passa a se chamar Âmplea e apresenta nova marca em São José do Cedro
Funcionários da Caixa iniciam greve por tempo indeterminado; BB tem paralisações regionais
Paraná registra dois tornados em menos de 24 horas
Cine Peperi inicia Semana do Cinema com ingressos a partir de R$ 10
Confira a programação do Liquida São Miguel
Terceira edição do livro “Os Sinos Se Dobram por Alfredo” é lançada em Itapiranga