O Brasil registrou 1,52 milhão de mortes em 2022. O número é 15% menor, ou seja, 281 mil mortes a menos que em relação a 2021, no auge da pandemia de Covid-19, onde naquele ano foram registradas 1,7 milhão de mortes, sendo o maior índice desde o início da série histórica, em 1974.
Apesar da queda registrada, o valor ainda é superior ao de 2019, último ano pré-pandemia, quando houve 1,31 milhão de óbitos.
As informações divulgadas na última semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística integram as Estatísticas do Registro Civil. A diminuição acompanhou o recuo das mortes ocasionadas pela pandemia e a ampliação do número de pessoas que completaram o esquema vacinal.
Em 2020, o número de óbitos havia chegado ao seu patamar mais elevado, 1,5 milhão. Com a continuidade da pandemia, o número de mortes em 2021 teve aumento superior ao de 2020.
Na comparação com 2019, a alta foi de 187 mil mortes. Em 2022, os meses que apresentaram maior queda relativa no número de mortes foram março e abril.
O IBGE informou que o início de 2022 foi marcado pela terceira onda da pandemia de Covid-19 no Brasil, provocada pela variante Ômicron, e de uma epidemia de influenza A, responsável pelo aumento das mortes entre idosos no período.
Já em relação ao número de nascimentos, também houve queda, sendo 2,6 milhões de registros em 2022, representando 3,5% a menos do que em 2021, sendo este, o quarto ano consecutivo de recuo na série histórica.
A queda nos registros foi superior à média nacional nas regiões Nordeste e Norte e inferior nas regiões Sudeste , Centro-Oeste e Sul.
Entre os estados, a Paraíba apresentou a maior queda, com 9,9%, seguido por Maranhão, Sergipe e Rio Grande do Norte. Já Santa Catarina e Mato Grosso foram os únicos estados que apresentaram aumento de registros de nascimentos.
A maior frequência de nascimentos registrados ocorreu em março com 233 mil, seguido por maio com 230 mil. Já outubro foi o mês com o menor número de nascimentos, sendo 189 mil.
O estudo mostra que, apesar de a maior quantidade de nascimentos ocorre entre mães na faixa de 20 a 29 anos de idade, o percentual de nascimentos vindos desse grupo etário diminuiu de 53,1%, em 2010, para 49,2%, em 2022.
Fonte: Portal Peperi
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