Mais de 1,22 milhão de famílias devem receber o pagamento do Bolsa Família antes do previsto com o novo calendário do programa a partir de segunda-feira (18). Isso porque o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) unificou o calendário de maio para quem vive em áreas de emergência ou calamidade pública reconhecidas pelo governo federal.
Segundo a pasta, a unificação deve repassar cerca de R$ 817,9 milhões, com as famílias recebendo já no primeiro dia do cronograma, independentemente do Número de Identificação Social (NIS), utilizado para o escalonamento nos repasses. Ao todo, são 217 municípios brasileiros.
Quem recebe antes?
O estado com maior número de cidades contempladas é o Rio Grande do Norte, com 124 municípios e 262,81 mil famílias beneficiadas. Em Pernambuco, 27 municípios foram incluídos no pagamento unificado, principalmente por causa dos impactos das fortes chuvas que ocorreram no início de maio. No total, 551.494 famílias serão contempladas. O mesmo acontece com a Paraíba, onde 202.209 domicílios que recebem Bolsa Família serão beneficiados pela medida.
Nos estados do Amazonas e de Roraima, no território indígena Yanomami, famílias também foram contempladas. No Amazonas, 14.272 lares de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira foram beneficiados. Em Roraima, seis municípios, onde vivem mais de 49 mil famílias beneficiárias, também recebem os pagamentos de forma unificada, assim como no Pará, onde 19.428 domicílios recebem R$ 12,9 milhões em benefícios do Bolsa Família.
No Rio de Janeiro, 72.731 famílias que moram em Rio das Ostras, São João de Meriti e Mesquita recebem de forma unificada. Já no Paraná, 16 municípios, com 15.198 domicílios beneficiários, foram contemplados no calendário unificado.
Processos de revisão suspensos
Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, os processos de Qualificação Cadastral, com Revisão e Averiguação, ficam suspensos durante o pagamento unificado, com o objetivo de evitar bloqueios e cancelamentos dos benefícios.
A quebra do calendário escalonado é válida por dois meses. De acordo com a pasta, se o município permanecer em situação de emergência ou calamidade, pode solicitar a renovação ao MDS.
Fonte: NSC Total
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