Novos pedidos de benefícios federais terão a biometria como requisito obrigatório a partir de 1º de maio. A medida faz parte de um plano de modernização que pretende unificar a base de dados do cidadão e aumentar a segurança contra fraudes. Apesar da mudança, quem já recebe aposentadoria ou auxílio terá um prazo maior para se adequar.
A transição será feita de forma escalonada e não prevê interrupções imediatas nos pagamentos atuais. A ideia é que, nos próximos dois anos, o sistema de identificação seja centralizado na nova Carteira de Identidade Nacional (CIN).
Prazos e regras para novos beneficiários
O governo utilizará informações já cadastradas em outros órgãos, como o Detran (CNH) e a Justiça Eleitoral (Título de Eleitor), para validar as digitais e o rosto dos segurados.
Para os atuais beneficiários, a transição termina em dezembro de 2027. As convocações serão individuais e feitas pelos canais oficiais, como o aplicativo Meu INSS e o extrato bancário. Não haverá bloqueio automático, o cidadão será avisado com antecedência caso precise atualizar seus dados.
Integração de dados
Muitos brasileiros já estão com a situação regular. No Bolsa Família, a maioria dos cadastrados já possui biometria coletada pela Caixa Econômica Federal em aberturas de conta ou no Cadastro Único. A integração entre os órgãos permite que a validação ocorra de forma automática.
Outro ponto importante é o portal gov.br. Usuários com contas nível Prata ou Ouro já possuem identidade validada. Nesses casos, o cruzamento de dados dispensa a ida presencial a agências da Previdência Social ou ao CRAS para fins de identificação biométrica.
A Carteira de Identidade Nacional em 2028
A partir de 1º de janeiro de 2028, a Carteira de Identidade Nacional (CIN) será o único documento biométrico aceito. A CIN substitui o RG antigo e utiliza o CPF como número único. O documento possui um QR Code para evitar falsificações e aumentar a segurança dos pagamentos.
A primeira via da CIN é gratuita em todos os estados. A recomendação é que os cidadãos aproveitem os próximos dois anos para emitir o novo documento, evitando pendências e garantindo a continuidade do recebimento de seus auxílios e aposentadorias.
Como consultar a situação e regularizar
O segurado pode conferir sua situação nos aplicativos Meu INSS, Caixa Tem ou gov.br. Se o sistema solicitar atualização, o procedimento geralmente pode ser feito por reconhecimento facial no próprio celular, sem necessidade de deslocamento.
Caso o atendimento presencial seja exigido, o agendamento deve ser feito pelo telefone 135. O processo será escalonado, priorizando quem não possui registros em bases federais, para evitar filas e sobrecarga no sistema de atendimento.
Fonte: NSC Total
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