Com a conclusão da retirada dos corpos das 62 vítimas da tragédia aérea em Vinhedo (SP) e a remoção dos motores e cauda para a perícia, os próximos passos das equipes no local da queda do avião incluem o envio dos destroços ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que prevê um relatório preliminar sobre as causas do acidente em 30 dias.
Laís Marcatti, tenente do Corpo de Bombeiros, explicou que o trabalho por parte da corporação se encerrou após a retirada dos motores e cauda para uma área mais acessível, onde a Voepass fará o recolhimento para envio à perícia.
Às 9h deste domingo (11), o Corpo de Bombeiros informou que as equipes finalizaram a mobilização às 22h45 de sábado e que os escombros permaneciam no local sob responsabilidade do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
Os bombeiros recolheram, ainda no sábado, os equipamentos logo depois de os caminhões da Voepass retirarem os motores do ATR-72-500.
Após essa etapa, a área do acidente permanece interditada até a retirada de todo material da fuselagem que se encontra no terreno da casa.
Na imagem, é possível observar como a aeronave, que "caiu chapada", ficou com a área da cabine mais preservada, enquanto da metade para a cauda a destruição, por conta do incêndio, foi maior.
A análise das caixas-pretas, que incluem o gravador de voz e o gravador de dados, é fundamental para ajudar esclarecer o que ocorreu no voo 2283.
Um vídeo mostra a abertura dos equipamentos, que terão os dados extraídos no Laboratório de Leitura e Análise de Dados de Gravadores de Voo (Labdata) do Cenipa, em Brasília (DF).
As equipes que trabalham na tragédia encontraram "um desenho da aeronave no chão". De acordo com o Corpo de Bombeiros, o avião da Voepass "caiu chapado" no terreno, apresentando a área da cabine mais preservada e com grande destruíção por conta do incêndio da metade para a cauda.
Segundo o capitão Maycon Cristo, porta-voz do Corpo de Bombeiros, as características dos destroços direcionaram os trabalhos para retirada das vítimas, começando pela cabine e terminando na cauda.
Um fator que auxiliou nos trabalhos de retirada dos corpos é o terreno onde o avião caiu. O quintal da residência possui um gramado amplo, que favorece a movimentação de peças pesadas, permitindo o acesso aos corpos.
Os trabalhos nos escombros contaram com equipes que já atuaram em tragédias como as enchentes do Rio Grande do Sul, o terremoto na Turquia e no temporal de São Sebastião (SP).
De acordo com o coronel Cássio Araújo de Freitas, comandante geral da Policia Militar de São Paulo, "a presença de homens e mulheres que já atuaram em outras tragédias garante a organização desse trabalho difícil".
A Polícia Civil informou no sábado que o inquérito será instaurado na delegacia de Vinhedo para apurar todos os fatos relativos ao acidente.
Delegado titular da 1ª Seccional de Campinas, José Antônio Carlos de Souza ressaltou o trabalho de compartilhamento de informações entre todas as instituições envolvidas para minimizar o sofrimento dos familiares.
Já o superintendente da Polícia Federal, Rodrigo Sanfurgo, destacou que a PF empregou seus melhores equipamentos e profissionais, e que só sairá de Vinhedo "quando os trabalhos forem finalizados".
Fonte: Portal Peperi
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