AMEOSC quer dividir especialidades entre hospitais da região para reduzir filas e viagens de pacientes

Por Ricardo Orso, São Miguel do Oeste

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AMEOSC quer dividir especialidades entre hospitais da região para reduzir filas e viagens de pacientes
Foto: Lucas Lôndero, Portal Peperi

O prefeito de Iporã do Oeste e presidente da AMEOSC, Michel Barth, confirmou nesta semana que os prefeitos do Extremo Oeste irão iniciar uma série de conversas com hospitais da região para definir quais especialidades cada unidade poderá atender futuramente.

A proposta foi debatida durante reunião com o secretário de Estado da Saúde de Santa Catarina, Diogo Demarchi, e busca descentralizar atendimentos e reduzir a sobrecarga do Hospital Regional Terezinha Gaio Basso, em São Miguel do Oeste.

Segundo Michel Barth, a principal ideia é “vocacionar” os hospitais regionais, permitindo que cada unidade se torne referência em determinadas áreas da saúde.

“Hoje muitos pacientes precisam viajar para cidades distantes para consultas e procedimentos. A proposta é organizar os hospitais da região para que cada um possa atender determinadas especialidades e, assim, aproximar o atendimento da população”, explicou.

De acordo com o presidente da AMEOSC, os prefeitos devem iniciar reuniões com diretores hospitalares para discutir:

- quais especialidades cada hospital poderá assumir;

- estrutura disponível para atendimentos;

- necessidade de investimentos e equipamentos;

- ampliação de equipes médicas;

- apoio financeiro do Estado;

- divisão regional dos atendimentos especializados.

A intenção é criar uma rede regional integrada de saúde. Um dos exemplos citados por Michel Barth foi a possibilidade de hospitais assumirem áreas específicas, como oftalmologia, ortopedia ou outras especialidades.

“Se vários hospitais fizerem a mesma especialidade, nenhum consegue se manter. Então precisamos organizar isso de forma regional para fortalecer os hospitais e melhorar o atendimento”, afirmou.

Menos viagens para pacientes

Outro problema debatido foi a logística de transporte de pacientes. Atualmente, muitos moradores precisam viajar longas distâncias para consultas especializadas, o que aumenta custos e exige mais veículos e motoristas das prefeituras.

Com a descentralização dos atendimentos, a expectativa é reduzir o deslocamento de pacientes e facilitar o acesso aos serviços.

“O paciente já está fragilizado e ainda precisa viajar longe. Com esse modelo, os atendimentos ficam mais próximos de casa”, comentou Barth.

Hemosc também entrou na pauta

Além da reorganização hospitalar, a reunião também tratou de investimentos para implantação de estrutura do Hemosc em São Miguel do Oeste.

Segundo o presidente da AMEOSC, o projeto é considerado um antigo desejo da região e deve facilitar a logística para doadores de sangue.

Hospital Regional segue sobrecarregado

Durante a reunião, os prefeitos também apresentaram ao secretário estadual a preocupação com a alta demanda no Hospital Regional Terezinha Gaio Basso. Segundo Barth, a unidade enfrenta dificuldades principalmente na disponibilidade de leitos.

“O Estado avançou muito nas consultas e cirurgias, mas isso acabou aumentando a procura pelo hospital regional. Hoje muitas pessoas ainda aguardam leitos e atendimentos por causa da capacidade da estrutura”, destacou.

Estado promete novos investimentos

O secretário Diogo Demarchi apresentou aos prefeitos investimentos previstos para a região, incluindo a ampliação de leitos de UTI e melhorias estruturais no Hospital Regional.

Conforme Michel Barth, o Governo do Estado prevê cerca de R$ 23 milhões em investimentos para ampliação da unidade hospitalar.

“Os novos leitos de UTI estão praticamente concluídos e existe um projeto maior de ampliação para atender melhor toda a região”, disse.

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