Uma trágica história envolvendo a morte de uma criança, Stefanía Villamizar González, de 10 anos, veio recentemente à tona. Ela contraiu uma ameba comedora de cérebros, conhecida como Naegleria fowleri, enquanto brincava em uma piscina durante as férias com sua família, na Colômbia. O caso aconteceu em junho deste ano.
Dois dias depois de mergulhar na piscina, ela começou a sentir dor de ouvido, febre e vômitos, mas o diagnóstico inicial se confundiu com otite. Embora os sintomas tenham diminuído ao retornar para casa, duas semanas depois, Stefanía enfrentou dificuldades para levantar-se da cama, iniciando convulsões.
Uma semana depois, a tragédia se consumou, e a menina perdeu a vida. Especialistas acreditam que a Naegleria fowleri, conhecida como “ameba comedora de cérebros”, foi a causa dessa fatalidade.
A mãe de Stefanía, Tatiana González, suspeita que a filha contraiu a ameba através do nariz enquanto brincava na água durante as férias. Um parente próximo compartilhou a história com o site Daily Mail expressando a devastação da família.
“Compartilhamos nossa história para que outras crianças e famílias não enfrentem o que estamos passando. Estamos destruídos”, diz.
Stefanía, além de ser uma talentosa bailarina, era praticante de tênis e patinação, sonhando em se tornar ginasta.
O gerente operacional do hotel onde se acredita que a contaminação ocorreu se comprometeu a reforçar os padrões de segurança, embora não tenham sido mencionadas acusações criminais pela mídia local.
O que é a ameba comedora de cérebros?
Segundo o Ministério da Saúde, a Naegleria fowleri é um organismo unicelular que normalmente habita água doce, sendo associada a parques aquáticos e piscinas.
A ameba infecta as pessoas quando entra pelo nariz, viajando pelo nervo olfativo até o cérebro, causando inflamação severa e danos. A taxa de mortalidade é de 97%.
Este incidente reacende a preocupação com a segurança em locais de recreação aquática e destaca a importância da conscientização sobre os riscos associados à Naegleria fowleri.
Em setembro, um caso semelhante ocorreu nos Estados Unidos, onde uma criança faleceu após exposição à ameba em um parque aquático. Autoridades de saúde em Arizona emitiram um alerta recentemente após outra possível morte relacionada à Naegleria fowleri.
Embora o número total de mortes causadas pela ameba seja relativamente baixo, estima-se que quatro tenham ocorrido somente este ano. A Naegleria fowleri pode resultar em uma condição chamada MAP (Meningoencefalite Amebiana Primária), causando danos severos ao tecido cerebral.
A história também destaca casos de sobrevivência, como o de Kali Hardig, hoje com 22 anos, e Caleb Ziegelbauer, de 14 anos, ambos atingidos pela ameba, mas que conseguiram superar a doença em diferentes graus.
Fonte: Portal Peperi
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